- Ecador anunciou o Corredor de Conectividade Llanganates–Yasuní, com 2.159 km², ligando o Parque Nacional Llanganates à Reserva da Biosfera Yasuní, em duas províncias.
- O corredor cria conectividade altitudinal entre os Andes e a Amazônia, ajudando migração de espécies e resiliência climática.
- O projeto é acompanhado pela Wildlife Conservation Society (WCS) no Equador, com apoio de Legacy Landscapes Fund, Gordon e Betty Moore Foundation, Bezos Earth Fund e Bookman.
- A área enfrenta pressões de agricultura, estradas e exploração de recursos, incluindo petróleo na região de Yasuní; o corredor integra esforços mais amplos de conectividade.
- Estão em andamento plano de manejo integrado e ações de educação ambiental para as comunidades locais; não há previsão de criação de novo corredor no momento.
O governo do Equador anunciou a criação de um novo corredor ecológico que liga ecossistemas dos Andes orientais à Amazônia. O Llanganates–Yasuní Connectivity Corridor foi oficialmente apresentado neste mês e abrange 2.159 quilômetros quadrados em duas províncias, conectando o Parque Nacional Llanganates à Reserva da Biosfera Yasuní. A medida faz parte de uma iniciativa mais ampla para fortalecer a conectividade ecológica e proteger a biodiversidade.
O corredor possibilita a conectividade altitudinal entre áreas protegidas, facilitando a migração de espécies entre diferentes elevações. Entre os destaques está a proteção de espécies como o gavião-de-mascarado-preto, que depende de habitats distintos ao longo da cordilheira. A iniciativa visa ainda apoiar comunidades locais que dependem de ecossistemas saudáveis para a água, a alimentação e a dignidade de vida.
A World Wildlife Fund (WCS) no Equador coordena a gestão do projeto, atuando com governos provinciais de Napo e Pastaza e com prefeituras de Tena, Carlos Julio Arosemena Tola, Santa Clara, Arajuno e Pastaza. Organizações parceiras incluem o Legacy Landscapes Fund, a Gordon and Betty Moore Foundation, o Bezos Earth Fund e o Harvey e Heidi Bookman.
A Yasuní Biosphere Reserve abriga cerca de 27.564 km² de floresta amazônica, enquanto o Parque Nacional Llanganates ocupa aproximadamente 2.197 km² de ecossistemas de alta altitude, com picos que chegam a 4.000 metros. A diferença de altitude é um dos usos estratégicos do corredor para ampliar a resiliência climática regional.
O plano envolve a implementação de um manejo integrado da área, além de ações de educação ambiental para comunidades locais. O objetivo é manter práticas econômicas sustentáveis e ampliar a compreensão sobre a importância dos habitats para a água, a alimentação e o bem-estar dos moradores.
Histórico do projeto aponta que, em 2020, o Ministério de Meio Ambiente do Equador regulou os corredores como Zonas Especiais para Conservação da Biodiversidade, facilitando a conexão entre áreas protegidas. O esforço se soma à criação do Corredor Cuyabeno–Yasuní, reconhecido oficialmente no último mês de março, que liga o Parque Nacional Yasuní à Reserva de Vida Silvestre Cuyabeno.
Não há planos anunciados para a criação de novos corredores no curto prazo, segundo a coordenação do projeto. A WCS mantém o foco na implementação do Llanganates–Yasuní e na consolidação de estratégias de longo prazo para a conservação da região.
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