- A मानिस Thai vivencia um boom de data centers, com pelo menos dezenove projetos em Chonburi e Rayong.
- Um centro em Chonburi, perto da fazenda de caranguejos de Sarayuth, depende de água local e levanta temores de mais escassez e poluição.
- A Agência de Investimento aprovou, em dois mil e vinte e cinco, sessenta e seis projetos de data centers (cerca de vinte e três bilhões de dólares); em janeiro deste ano, havia ao menos sete projetos adicionais avaliados em três bilhões e cento e um milhões de dólares.
- O país mira um gigawatt de capacidade de data centers até dois mil e vinte e sete, partindo de aproximadamente quarenta e nove até dois mil e vinte e quatro, com forte crescimento no Leste (EEC).
- Preocupações locais apontam para falta de transparência, possíveis impactos hídricos e ausência de avaliações ambientais estratégicas para o conjunto do programa, enquanto empresas não costumam responder a perguntas.
O crescimento acelerado de data centers na Tailândia levanta temores de escassez de água e de poluição. Em Chonburi, comunidades vizinhas acompanham a construção de um novo centro de dados a cerca de 10 km de plantações de caranguejos, num quadro regional de expansão industrial.
O país vive um bojo de investimentos na área. Em 2025, o governo aprovou dezenas de projetos com valor somado na casa de bilhões de dólares, mirando ampliar a capacidade de armazenamento digital e atrair grandes players globais para o sudeste asiático.
A meta nacional prevê chegar a 1 GW de capacidade até 2027, partindo de cerca de 0,35 GW em 2024. Além de estimular tecnologia, o setor recebe incentivos fiscais para atrair investimentos no território.
Localização e contexto
Muitos data centers estão sendo erguidos na denominada Área Econômica Especial do Leste, principalmente em Chonburi, Rayong e Chachoengsao, regiões já densamente industrializadas e com histórico de uso intensivo de água.
A construção em Chonburi prevê uma usina de 0,2 GW, chamada QHI01, desenvolvida pela Bridge Data Centres, parte da Bain Capital. O empreendimento deve usar água de fonte local para resfriamento de equipamentos.
Água e impactos locais
A empresa firmou acordo de 10 anos com Eastwater Stecon Utilities para fornecimento anual de cerca de 3,3 milhões de m3 de água, equivalente ao consumo anual de quase 37 mil moradores. Observadores dizem que demanda pode subir acima desse patamar.
Arrecadações de água no EEC já enfrentam críticas por uso industrial de fontes que atendem famílias e agricultura. Autoridades locais destacam que recursos devem atender a múltiplos usos, não apenas a indústria.
Comunidades e transparência
Líderes comunitários apontam falta de consultas públicas sobre planos de data centers e sobre impactos hídricos. Grupos ambientais defendem avaliações ambientais estratégicas para o conjunto de projetos da região.
Mongabay apurou que várias empresas do setor não responderam a pedidos de comentário, dificultando a avaliação pública dos impactos. Autoridades e associações do setor não forneceram respostas aos questionamentos.
Energia e futuro
Especialistas indicam que o aumento da demanda pode, em parte, ser atendido por gás natural, potencializando a dependência de combustíveis fósseis. A participação de renováveis ainda é baixa no mix energético do país.
Empresas globais, como Google, declararam planos de aquisição de energia limpa para apoiar operações locais, mas os detalhes de localização, capacidade e impactos específicos permanecem indisponíveis.
Perspectivas locais
Quem vive próximo aos pontos de construção teme que a água já escassa para agricultura, pesca e uso doméstico sofra ainda mais com a expansão. Pesca e atividades agrícolas registram mudanças em função do uso de recursos hídricos.
A região continua a analisar os trade-offs entre desenvolvimento tecnológico, geração de empregos e preservação de recursos naturais, em meio a um cenário de seca e poluição potencial.
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