- O documentário A Life Illuminated narra a carreira da bióloga marinha Edie Widder, especialista em bioluminescência, e a busca pelo fenômeno conhecido como flashback.
- A estreia em Washington, D.C. ocorre em 19 de março, na abertura do Festival de Filme Ambiental de D.C., com a Mongabay como parceira de mídia.
- As imagens mostram uma expedição aos Açores, em 2023, para registrar o flashback, em parceria com a OceanX.
- Widder desenvolveu equipamentos como Eye-in-the-Sea e destaca sua trajetória de décadas de mergulhos e inovações no estudo do oceano.
- O projeto já passou por festivais desde a estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto, sob direção de Tasha Van Zandt.
Edie Widder, bióloga marinha americana especializada em bioluminescência, é o foco do documentário A Life Illuminated. O filme acompanha sua trajetória e as buscas por capturar o fenômeno conhecido como flashback em vídeo. A estreia ocorre em Washington, DC, no dia 19 de março, na abertura do DC Environmental Film Festival, com a Mongabay como parceira de mídia.
Dirigido pela documentarista Tasha Van Zandt, o longa já circula em festivais desde setembro, quando teve a estreia mundial no Toronto International Film Festival. A produção intercala imagens de expedientes passados de Widder com um trabalho recente envolvendo o oceano Atlântico, próximo aos Açores.
A busca pelo flashback
Widder é fundadora da Ocean Research and Conservation Association, com décadas de mergulhos profundos. O documentário mostra a pesquisadora contando a importância do oceano profundo, onde a luz é emitida por muitos seres vivos, diferente do que ocorre na superfície.
As cenas recentes foram gravadas em 2023 durante uma expedição da OceanX, organização sem fins lucrativos fundada por Ray Dalio e seu filho Mark. O objetivo era documentar o flashback, fenômeno em que diversos organismos se acendem quase simultaneamente diante de uma fonte de luz.
Inovações tecnológicas e marcos da carreira
A trajetória de Widder inclui a criação de ferramentas para registrar bioluminescência. Entre elas, o Eye-in-the-Sea, um sistema subaquático que utiliza luz vermelha invisível a muitos habitantes do fundo do mar, minimizando distúrbios.
Antes, para medir a luminosidade, Widder desenvolveu a tela SPLAT, capaz de quantificar a emissão de luz ao contato com organismos. Em 2012, com o Medusa, a equipe registrou o primeiro vídeo de um enorme cefalópode no habitat natural, considerado um marco da cinematografia científica.
Significado científico da bioluminescência
A bioluminescência funciona como comunicação, captura de presas e defesa. Espécies como os lulas gigantes relatam interações com predadores e presas, elevando o interesse internacional pela vida no oceano profundo.
O filme sugere que o flashback pode ter ligação com bactérias bioluminescentes no chamado marine snow, material orgânico que desce das camadas superiores. A hipótese envolve interação com fontes luminosas de substratos como submarinos e iluminação ambiente.
Entre na conversa da comunidade