- Os planos preveem quadrulicar o tamanho das áreas marinhas protegidas (AMPs) off the coast de Jersey e estabelecer novas regras de pesca, aprovados por unanimidade na Assembleia na quinta-feira.
- A proteção subiria de menos de sete por cento para vinte e um vírgula sete por cento das águas de Jersey até setembro, com mais 1,9 por cento em 2030.
- Práticas como dragagem e arrasto passam a ser proibidas nessas áreas.
- O presidente da Associação de Pescadores de Jersey, Stephen Viney, afirmou apoio aos objetivos de proteção, mas disse que as mudanças podem tornar a atividade pesqueira mais difícil e potencialmente mais perigosa, especialmente para barcos menores.
- As áreas protegidas — que cobrirão cerca de oitenta por cento das áreas de pesca mais produtivas tradicionalmente utilizadas pela frota local — devem deslocar a atividade para zonas menores e mais afastadas, segundo a associação.
O Conselho de Jersey aprovou, nesta quinta-feira, a expansão das Zonas de Proteção Marinha (MPAs) off-shore, com o aumento de quatro vezes do tamanho e novas regras para a pesca. A decisão visa proteger o ambiente marinho e promover pescarias mais sustentáveis, conforme apresentado pelos deputados.
A medida Eleva a proteção de 7% para 21,7% das águas locais até setembro, com mais 1,9% previstas para 2030. O presidente da Jersey Fishermen’s Association afirma apoio aos objetivos, mas teme que a ampliação torne a atividade mais difícil e arriscada, sobretudo para barcos menores.
De acordo com a associação, as novas áreas protegidas cobrem grande parte dos fundos de pesca mais produtivos da frota local. A mudança deve deslocar atividades para áreas menos muitas vezes mais distantes da costa, aumentando a dificuldade operacional para os pescadores.
Impacto na indústria pesqueira
Viney aponta que deslocamento de atividades pode afastar a pesca de áreas próximas de abrigo, elevando riscos em águas mais profundas. A reação vem em meio a um debate sobre o equilíbrio entre sustentar empregos locais e proteger o ecossistema.
O ministro do Meio Ambiente, Steve Luce, disse em plenário que as alterações envolvem técnicas de pesca complexas e são longas. Ele ressaltou que as MPAs terão impacto real na vida da comunidade pesqueira, mas são necessárias para um futuro sustentável.
Apoio ambiental
Organizações ambientais elogiam a decisão. A Blue Marine Foundation aponta que a medida resulta de anos de trabalho, conversa e cooperação. Representantes destacam que a proteção oferece espaço para a recuperação da vida marinha e pesca mais resiliente.
A National Trust for Jersey também celebra, destacando a proteção de habitats valiosos da herança natural da ilha. O grupo ambiental ressalta os benefícios para a biodiversidade local e para a adaptação dos mares às pressões climáticas.
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