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Farmacêuticas substituem testes com caranguejo-escorpião por alternativas

Amgen e Abbott migram para sangue sintético, reduzindo a captura de animais usados em testes de endotoxinas e fortalecendo a cadeia de suprimentos

A horseshoe crab in the sand. Image by Perry Bill, U.S. Fish and Wildlife Service via Wikimedia Commons (Public domain).
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  • Duas grandes empresas farmacêuticas, Amgen e Abbott Laboratories, anunciaram a transição de testes biomédicos de sangue de caranguejo-coração de ferradura para substitutos sintéticos.
  • O sangue desses animais contém a enzima LAL (lysate de amebócitos de caranguejo-coração de ferradura), usada para detectar endotoxinas bacterianas em vacinas e medicamentos injectáveis.
  • A extração do sangue de ferraduras é grande geradora de captura de animais na natureza, e muitos não sobrevem ao processo, contribuindo para o declínio populacional.
  • Substitutos sintéticos para o LAL existen desde 2016, mas a adoção só agora ganhou impulso com o anúncio das duas companhias.
  • Conservacionistas elogiam a medida, ressaltando benefícios para ferraduras, ecossistemas costeiros e para a segurança do abastecimento, ainda sem data final definida para a suspensão total dos testes com sangue de ferradura.

Duas grandes farmacêuticas anunciaram uma mudança significativa em seus procedimentos de controle de qualidade. Amgen e Abbott Laboratories informaram em fevereiro de 2026 que deixaram de usar sangue de cavalos-matos doentes para testes de endotoxinas, migrando para substitutos sintéticos do LAL. A decisão envolve a detecção de endotoxinas em vacinas, medicamentos injetáveis e outros produtos.

A medida reduz a coleta de cavalos-matos doentes no meio marinho, cuja circulação de sangues para uso farmacêutico tem causado capturas anuais expressivas. O processo, apesar de indispensável para a segurança de fármacos, apresenta riscos de mortalidade para os animais. A mudança deve impactar cadeias de suprimento e biossegurança.

O trabalho com o LAL envolve o lisado de hemácias dos aracnídeos, que produz uma enzima capaz de detectar contaminantes bacterianos. Embora substitutos sintéticos tenham sido desenvolvidos em 2016, a adoção foi lenta. As empresas afirmam que a transição não tem data de conclusão definida.

Especialistas em conservação veem a decisão como positiva para o equilíbrio de ecossistemas costeiros. A tartam de cavalos-matos do Atlântico, alvo principal, suporta grandes avanços populacionais que alimentam aves migratórias ao longo da costa norte-americana. A mudança pode reduzir capturas e oferecer maior previsibilidade de suprimentos aos fabricantes.

Conservacionistas ressaltam que não há um monitoramento independente estabelecido e que não houve anúncio de uma data final para a descontinuação total dos testes com sangue de cavalos-matos. Ainda assim, entidades ambientais consideram a medida um passo relevante para proteção de espécies e de ecossistemas costeiros.

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