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Mortalidade infantil no Brasil cai ao menor nível em 34 anos, aponta Unicef

Relatório mostra queda nas mortes de bebês e crianças pequenas no país, mas alerta que o ritmo de melhora desacelerou e ainda depende de políticas públicas contínuas.

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Foto: Creative Commons
  • Brasil apresenta as menores taxas de mortalidade infantil das últimas três décadas, segundo relatório conjunto de organismos da ONU ligados à UNICEF, OMS e Banco Mundial.
  • Em 1990, eram 25 mortes por mil nascidos vivos na faixa neonatal; em 2024, o índice caiu para sete por mil.
  • A mortalidade antes dos cinco anos caiu de 63 para 14,2 mortes por mil nascimentos entre 1990 e 2024, devido a saúde básica, vacinação e acompanhamento pré-natal.
  • Políticas como o Programa Saúde da Família, agentes comunitários e a expansão da rede pública contribuíram para reduzir mortes evitáveis, acompanhando tendência mundial.
  • O ritmo de queda desacelerou nos últimos dez anos: queda média anual de cerca de 4,9% entre 2000 e 2009, e aproximadamente 3,1% entre 2010 e 2024.

O Brasil registrou, em 2024, o menor nível de mortalidade infantil e na primeira infância das últimas décadas.

Segundo relatório divulgado pelo Unicef e repercutido pela CNN Brasil, a taxa de mortes de recém-nascidos caiu de 25 por mil nascidos vivos, em 1990, para 7 por mil em 2024. Já a mortalidade de crianças menores de cinco anos recuou de 53 por mil para 13 por mil no mesmo intervalo.

O dado ajuda a medir uma mudança importante. Em termos simples, isso significa que hoje morrem menos bebês e menos crianças pequenas no Brasil do que há três décadas.

O avanço acompanha uma tendência global de redução dessas mortes, mas o próprio Unicef ressalta que o ritmo dessa melhora perdeu força nos últimos anos.

O que os números mostram

De acordo com o Unicef, a queda foi mais forte ao longo das décadas de 1990 e 2000. Depois disso, a redução continuou, mas de forma menos acelerada.

A agência atribui esse avanço a fatores como ampliação da vacinação, melhora no acesso à atenção básica, pré natal, parto assistido e acompanhamento infantil.

Os números do Unicef tratam especialmente da mortalidade neonatal e da mortalidade de crianças menores de cinco anos.

Já o IBGE, em divulgação feita no fim de 2025, informou que a taxa de mortalidade infantil no Brasil, considerando crianças com menos de 1 ano, foi de 12,3 por mil nascidos vivos em 2024, também em trajetória de queda histórica.

Ou seja, diferentes bases apontam na mesma direção: o país vem reduzindo as mortes infantis, embora com indicadores calculados de formas distintas.

Esse detalhe importa porque os indicadores não são idênticos. Quando o relatório fala em mortes antes dos 28 dias de vida, está olhando para a fase neonatal.

Quando fala em menores de cinco anos, o recorte é mais amplo. Por isso, os números podem parecer diferentes, mas não estão em contradição.

Por que o alerta continua

Apesar da melhora, o Unicef afirma que o cenário ainda exige atenção. A agência diz que a desaceleração no ritmo de queda indica que o país precisa manter e reforçar políticas públicas para evitar mortes preveníveis, especialmente entre recém-nascidos.

Isso inclui ações como ampliar cobertura vacinal, garantir pré natal de qualidade, fortalecer maternidades, melhorar o atendimento no parto e no pós parto e reduzir desigualdades regionais.

Dados compilados pela Fundação Abrinq mostram que, em 2024, as taxas de mortalidade infantil continuaram mais altas no Norte e no Nordeste do que em outras regiões do país, sinal de que o avanço ainda não ocorre da mesma forma em todo o território nacional.

Na prática, a notícia é positiva, mas não encerra o problema. O Brasil conseguiu chegar ao menor nível de mortalidade infantil em 34 anos, porém o desafio agora é manter essa queda de forma mais uniforme e evitar que a melhora perca força nos próximos anos.

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