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Uso intenso de redes sociais prejudica o bem-estar de jovens, aponta relatório

Uso intenso de redes sociais reduz bem-estar de jovens, especialmente meninas, aponta World Happiness Report; países avaliam restringir acesso de menores

A teenager poses holding a mobile phone displaying a message from TikTok as law banning social media for users under 16 in Australia takes effect, in Sydney, Australia, December 10, 2025.
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  • O World Happiness Report aponta que uso intenso de redes sociais pode reduzir o bem-estar de jovens, especialmente meninas, em alguns países de língua inglesa.
  • A Austrália foi o primeiro país a proibir o uso de redes sociais para menores de 16 anos, e outras nações avaliam medidas semelhantes.
  • A conclusão vem da combinação de dados da Gallup com estudos da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Universidade de Oxford, sem estabelecer ligação direta.
  • Entre meninas de 15 anos, quem usa redes sociais por mais de cinco horas diárias relatou menor satisfação de vida.
  • Em países de língua inglesa, avaliações de vida entre jovens com menos de 25 anos caíram quase um ponto em uma escala de 0 a 10, enquanto no resto do mundo houve aumento.

O uso intenso de redes sociais parece contribuir para a queda no bem-estar entre jovens, especialmente garotas, em alguns países de língua inglesa, segundo o World Happiness Report divulgado na quinta-feira. O estudo reúne dados de Gallup e de outras pesquisas, com análises conduzidas por uma equipe global liderada pela Universidade de Oxford.

A publicação não estabelece uma ligação direta, mas aponta que, ao cruzar dados da Gallup com avaliações de estudantes da OECD e de outros estudos, o uso pesado das redes tende a reduzir a satisfação com a vida entre jovens. A equipe destaca que conteúdos impulsionados por algoritmos e de consumo passivo, com foco em influenciadores, parecem ter efeito mais negativo.

Entre as informações, aponta-se que meninas de 15 anos que passam mais de cinco horas diárias nas plataformas relatam menor satisfação em comparação com aquelas que utilizam menos. Dados globais da Gallup indicam queda acentuada na avaliação de vida entre jovens com menos de 25 anos nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia nos últimos dez anos, enquanto o restante do mundo mostrou melhora em média.

Resultados-chave

  • O estudo combina dados da Gallup com avaliações do Programme for International Student Assessment, da OECD, para avaliar bem-estar entre jovens e o tempo gasto em redes sociais.
  • Em países de língua inglesa, a queda na satisfação com a vida entre jovens foi maior do que na média global, segundo o relatório.
  • A qualidade de apoio social surge como um dos principais preditores de bem-estar; em alguns lugares, jovens relataram sentir menor apoio social, o que pode explicar parte do fenômeno.

Contexto global

  • A pesquisa ocorre enquanto vários países discutem políticas para restringir o acesso de crianças às redes sociais. Além de avanços na Austrália, outros governos estudam medidas para limitar o uso entre menores.
  • O relatório aponta ainda que a natureza do conteúdo, quando centrado em redes sociais que promovem consumo passivo e influência, tende a impactar mais negativamente a percepção de bem-estar.

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