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Indonésia propõe reclassificar reserva de elefantes para carbono, críticas

Plano de redesenho da metade da zona central de Way Kambas para carbono e turismo recebe críticas por ameaça à vida selvagem e à credibilidade da conservação

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  • Governo propõe reflorestar metade da área núcleo do Parque Way Kambas para comércio de carbono e turismo de luxo, reduzindo o núcleo de 59.935 ha para 27.661 ha e expandindo a zona de utilização de 3.934 ha para 32.091 ha.
  • Críticos afirmam que a mudança pode prejudicar habitat de elefantes, rinocerontes de Sumatra e tigres, além de questionarem a credibilidade do país em fóruns internacionais.
  • Way Kambas seria um site piloto de financiamento próprio para parques nacionais, combinando créditos de carbono e ecoturismo, com participação de atores privados e controvérsias sobre benefícios para as comunidades.
  • Especialistas alertam que áreas de pastagens podem virar florestas densas, reduzir alimento para elefantes e aumentar conflitos com comunidades agrícolas, além de afectar a conectividade entre habitats.
  • Questões de governança em pauta: consulta pública e consentimento livre, prévio e informado devem preceder mudanças; transparência sobre uso de receitas de carbono e quem compra os créditos é fundamental.

Indonesia planeja reclassificar metade da área central do Way Kambas National Park para venda de créditos de carbono e turismo de alto padrão, medida que gerou críticas de especialistas e ativistas ambientais. A proposta busca financiar restauração de ecossistemas, mas pode afetar habitats de elefantes, rinocerontes e tigras.

A mudança dividiria a zona essencial de proteção, reduzindo de 59.935 para 27.661 hectares, e ampliaria a zona de uso econômico quase dez vezes, de 3.934 para 32.091 hectares. A área central, hoje contínua, seria subdividida em três trechos separados.

Conforme anunciado, o Way Kambas abriga cerca de 160 a 200 elefantes-sumatra, além de ser habitat de rinoceronte-de-sumatra e de outras espécies. Conservacionistas afirmam que a reclassificação pode comprometer conectividade de habitat e aumentar conflitos com o homem.

Conflito entre conservação e finanças

Críticos destacam a necessidade de consulta pública prévia e consentimento livre, prévio e informado das comunidades locais. A gestão do parque também enfrenta questões de financiamento e fiscalização, com histórico de invasões e incêndios em parte da área.

Autoridades defendem que créditos de carbono podem viabilizar restauração de áreas degradadas, como áreas de savana dominadas por grama cogon. O objetivo é manter florestas em pé para vender crédito, segundo membros do governo.

Especialistas alertam que modelos de turismo premium podem não beneficiar comunidades locais e podem excluir moradores de atividades econômicas tradicionais. A implementação dependerá de critérios de transparência, monitoramento e participação comunitária efetiva.

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