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Biocombustíveis na navegação podem agravar terras na África e insegurança alimentar

Políticas de biocombustíveis podem aumentar pressão sobre terras e segurança alimentar na África, enquanto a indústria naval busca reduzir emissões na reunião da IMO

A Mediterranean Shipping Company (MSC) ship.
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  • Um relatório da Environmental Justice Foundation alerta que políticas de biocombustíveis podem piorar a pressão sobre terras e a segurança alimentar na África, ao expandir a produção de culturas energéticas.
  • Na África, terras já são pressionadas pela agricultura, mineração e urbanização, o que aumenta o risco de desmatamento e perda de biodiversidade.
  • As políticas de biocombustíveis na União Europeia e nos Estados Unidos já contribuíram para grilagem de terras e desmatamento no continente africano, com competição entre culturas alimentares e culturas para exportação.
  • O relatório recomenda priorizar biocombustíveis avançados, feitos a partir de resíduos, algas ou culturas não alimentares, que têm pegada ambiental menor e não competem com comida.
  • A mensagem é de que, enquanto a Organização Marítima Internacional prepara novas regras para combustíveis de navegação, as decisões devem considerar impactos sociais e ambientais para não comprometer a segurança alimentar e o patrimônio de comunidades locais.

Um relatório da Environmental Justice Foundation alerta que políticas de biocombustíveis podem agravar a pressão por terras na África, onde uso de solo já é intenso. A avaliação é lançada antes da reunião da Organização Marítima Internacional (IMO) em abril, que definirá regras para energia limpa no transporte marítimo.

O estudo aponta riscos como desmatamento, perda de biodiversidade e deslocamento de comunidades, caso a expansão de biocombustíveis seja acelerada sem salvaguardas. África já convive com pressões de agricultura, mineração e urbanização.

Cultivos como soja, milho e jatrofa, usados para exportação, podem competir com alimentos locais elevando preços e insegurança alimentar. Os autores defendem desenho cuidadoso de políticas, com participação comunitária e prioridade à segurança alimentar.

A reportagem recomenda avançar para biocombustíveis de segunda geração, feitos de resíduos, algas ou culturas não alimentares, com menor impacto ambiental e sem competir com alimento.

Para a África, o documento vê potencial de liderança em bioenergia sustentável, desde que políticas respeitem direitos locais e limites ambientais, evitando impactos sociais e ecológicos negativos.

O texto conclui que decisões da IMO devem considerar impactos sociais e ambientais, promovendo alternativas sustentáveis que não comprometam terras ou alimentação.

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