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Outono eleva crises respiratórias em crianças; saiba como prevenir

Com a queda de temperatura, crises respiratórias em crianças sobem no outono; vacinação em dia, ventilação adequada e higiene reduzem riscos

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Foto: Creative Commons
  • O outono começa nesta sexta-feira, 20, e há aumento de crises respiratórias em crianças; medidas simples ajudam a reduzir riscos.
  • Com queda de temperatura e ar mais seco, as vias aéreas ficam mais sensíveis e vírus circulam com maior facilidade, elevando casos de bronquiolite e outras infecções.
  • O Vírus Sincicial Respiratório está entre os principais agentes, associado a até 75% dos casos de bronquiolite e a cerca de 40% das pneumonias em bebês.
  • A vacinação em dia, hidratação adequada e ambientes bem ventilados são recomendações importantes; a vacinação da gestante contra VSR ajuda a proteger o bebê nos primeiros meses.
  • Bebês são mais vulneráveis; evitar ambientes fechados com aglomerações e manter higiene das mãos e de superfícies ajuda a reduzir o contágio; broncoespasmo não é asma, e sinais de alerta incluem respiração rápida e lábios arroxeados.

A chegada do outono, nesta sexta-feira (20), coincide com o aumento de crises respiratórias em crianças. Medidas simples como manter a vacinação em dia, evitar fumaça e melhorar a ventilação podem reduzir os riscos.

Com a queda da temperatura e a menor umidade, as vias respiratórias ficam mais sensíveis a inflamações. Há ainda maior circulação de vírus altamente contagiosos na temporada.

Dados do Ministério da Saúde indicam que doenças respiratórias figuram entre os principais motivos de atendimentos de emergência pediátricos nos meses mais frios.

A bronquiolite é a principal causa de internação por infecções pulmonares em bebês.

Prevenção para bebês e crianças

Especialistas destacam que a prevenção é essencial para reduzir episódios. Entre as recomendações estão manter a vacinação atualizada, controlar fatores ambientais e reduzir a exposição a alérgenos.

A hidratação é fundamental. O ar seco pode reduzir a sensação de sede, mas a perda de líquidos continua. Mucosas desidratadas perdem eficiência como barreira contra vírus e bactérias.

Beber água com regularidade ajuda a manter o muco fluido e as defesas do organismo. O especialista Lívio Dias ressalta a importância dessa prática para evitar complicações respiratórias.

Fatores de risco e vírus

O pneumologista Cláudio D’Elia explica que clima frio e seco compromete a resposta imune das vias aéreas e facilita a permanência de vírus no ambiente. Vírus altamente contagiosos elevam o risco de crises.

Entre os principais agentes está o vírus sincicial respiratório (VSR), ligado a até 75% dos casos de bronquiolite e cerca de 40% das pneumonias em períodos de maior circulação viral, especialmente em bebês.

Estudos apontam que infecções virais das vias aéreas são motivos relevantes de hospitalização em crianças pequenas, com o VSR presente em 23% a 61% das internações por infecções respiratórias inferiores.

Cuidados no retorno às aulas

O retorno às aulas aumenta a transmissão de vírus em ambientes fechados e pouco ventilados. Crianças em idade escolar podem levar infecções para casa, contagiando irmãos menores.

Bebês são os mais vulneráveis devido às vias aéreas estreitas e ao sistema imunológico em desenvolvimento. O médico lembra que inflamações podem acelerar o bloqueio de passagem de ar.

A vacinação da gestante contra o VSR também é relevante, pois transmite anticorpos ao bebê ainda no womb, proporcionando proteção nos primeiros meses de vida. Existe ainda imunobiológico aplicável logo ao nascer.

Medidas para reduzir riscos

Reduzir visitas a ambientes fechados com aglomeração de crianças, manter higiene das mãos e limpar brinquedos e superfícies de uso frequente são recomendações simples que ajudam a evitar infecções como bronquiolite e pneumonia.

Broncoespasmo e asma não são a mesma condição. O broncoespasmo envolve contração muscular das vias aéreas, enquanto a asma é uma doença crônica com inflamação persistente.

Sinais de alerta para atendimento imediato incluem respiração muito rápida, retrações no peito ou lábios arroxeados. Em qualquer um desses casos, o atendimento médico é necessário.

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