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ONU emite novo alerta climático com aproximação de El Niño

A previsão de El Niño pode manter o aquecimento global em novos recordes, com o planeta acumulando mais calor do que consegue liberar, aponta a WMO

Getty Images A man cools himself at a water fountain. He is wearing a red T-shirt and blue shorts and has both hands over his face, from which water is dripping towards the ground.
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  • A Organização Meteorológica Mundial diz que o planeta está com desequilíbrio energético sem precedentes, prendendo mais calor do que libera.
  • Em 2025, a temperatura média global ficou cerca de 1,43 °C acima do nível pré‑industrial, mesmo com La Niña reduzindo o calor naquele ano.
  • O aquecimento é impulsionado principalmente por gases de efeito estufa causados por atividades humanas, que aquecem a atmosfera, a superfície e derretem gelo.
  • Mais de 90% do calor extra é absorvido pelos oceanos, tornando-os mais quentes, fortalecendo tempestades e elevando o nível do mar.
  • Cientistas alertam que pode se formar El Niño no segundo semestre de 2026, o que tende a elevar ainda mais as temperaturas e possivelmente criar novos recordes em 2027.

O relatório da Organização Meteorológica Mundial (WMO) alerta que o aquecimento global está fora de equilíbrio como nunca esteve desde o início dos registros. O excesso de calor fica preso no sistema, devido principalmente aos gases de efeito estufa.

Segundo a WMO, o desequilíbrio energético elevou as temperaturas globais e deu impulso ao aquecimento dos oceanos, que, por sua vez, acelera o derretimento de geleiras e o aumento do nível do mar. O índice sobe há anos.

O organismo aponta que os 11 anos mais quentes da história ocorreram entre 2014 e 2025, com 2025 ficando 1,43 C acima das temperaturas pré-industriais. A La Niña amenizou temporariamente 2025, mas a cada ano o calor volta com força.

A cada ano, mais evidências indicam que a escala de mudanças é acelerada. As primeiras camadas da água do oceano atingiram novo recorde de energia, o que pressiona ecosistemas marinhos e aumenta a intensidade de eventos climáticos extremos.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, reiterou o imperativo de abandonar combustíveis fósseis e investir em energias renováveis para segurança climática e energética. Ele ressaltou que o planeta está sendo levado ao limite e que indicadores fluorescem sinais de alerta.

Observações da WMO indicam que as temperaturas continuam acima da média, com impactos em vários países. A energia extra no sistema favorece eventos climáticos extremos e elevação dos níveis do mar, além de afetar doenças transmitidas por mosquitos.

Especialistas acompanham ainda a possibilidade de El Niño, fase natural de aquecimento, que pode começar no segundo semestre de 2026. Caso ocorra, pode elevar ainda mais as temperaturas globais até 2027, segundo pesquisadores.

Dr. John Kennedy, da WMO, afirma que, se ocorrer El Niño, haverá novo aumento de temperatura mundial. A expectativa é de que a transição eleve temperaturas além de marcas anteriores, sem previsões de reversão rápida.

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