- O relatório 2025 da World Air Quality, da IQAir, analisou 9.446 cidades em 143 países e mostrou que apenas 14% respiram ar seguro, queda em relação a 17% no ano anterior.
- A qualidade do ar vem piorando globalmente, principalmente por mudanças climáticas causadas pelo homem, com fumaça de queimadas e tempestades de poeira agravando a poluição por PM2,5.
- Na Europa, apenas Andorra, Estônia e Islândia atenderam à diretriz anual da Organização Mundial da Saúde (OMS) para PM2,5, de cinco microgramas por metro cúbito; no total, 130 de 143 países/cidades não atingiram limites seguros.
- Os cinco países mais poluídos foram Paquistão, Bangladesh, Tajiquistão, Chade e República Democrática do Congo; as 25 cidades mais poluídas estavam em Índia, Paquistão e China, com Loni, no norte da Índia, no topo.
- O relatório aponta lacunas persistentes de dados e monitoramento global irregular, com cortes de programas nos EUA e cobertura insuficiente em várias regiões.
O relatório World Air Quality 2025, da IQAir, aponta que apenas 14% das cidades globais apresentam ar considerado seguro, caída em relação aos 17% do ano anterior. A análise cobriu 9.446 cidades em 143 países e territórios.
O estudo atribui a piora à mudança climática causada pelo homem, com fumaça de queimadas, tempestades de poeira e eventos extremos intensificando a má qualidade do ar em 2025.
Na União Europeia, foi registrado o pior ano em relação a incêndios, com perdas econômicas de pelo menos € 43 bilhões. Ondas de calor, inundações e secas contribuíram para o quadro, segundo o documento.
Entre as exceções, apenas três países europeus atenderam aos padrões da OMS para PM2,5: Andorra, Estônia e Islândia. Juntos, compõem um grupo de 13 territórios globais que atingiram limites seguros.
Globalmente, 130 de 143 países não atingiram os limites de PM2,5 recomendados. Os cinco países mais poluídos foram Paquistão, Bangladesh, Tajiquistão, Chade e Congo. As 25 cidades mais poluídas ficam em Índia, Paquistão e China.
Na Europa, 23 países registraram aumento de PM2,5 em 2025, 18 tiveram queda e um novo país entrou no ranking. Suíça e Grécia apresentaram elevações acima de 30% por fumaça de incêndios; Malta teve a maior queda, próxima de 24%.
Entre as cidades mais poluídas da região, Paris apareceu entre as cinco mais poluídas globalmente em momento de coleta de dados, ao lado de Beijing, Dhaka, Wuhan e Seul. Londres também ficou entre as 10 mais contaminadas.
Ainda assim, houve avanços em algumas áreas: regiões que reduziram emissões de tráfego e fortaleceram o uso de energias renováveis contribuíram para quedas locais de PM2,5. Dados em tempo real, porém, continuam limitados.
A IQAir ressalta que países como EUA tiveram cortes em programas de monitoramento de qualidade do ar, o que amplia lacunas de dados. Em 44 países, esforços de monitoramento diminuíram ou foram reduzidos, segundo o CREA.
Para a empresa, a disponibilidade de dados em tempo real facilita ações comunitárias. O chief executive Frank Hammes afirma que ampliar o acesso a informações pode impulsionar reduções de emissões e mudanças climáticas benéficas.
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