- O governo da Escócia afirma que levará dez anos antes de ampliar significativamente a instalação de bombas de calor.
- Suas metas para substituição de caldeiras a gás e óleo estão no plano de mudanças climáticas para os próximos 15 anos.
- O cronograma das bombas de calor foi criticado pelo Climate Change Committee por ser lento e com risco significativo.
- O plano estabelece a descarbonização da calefação até 2045, com impactos positivos esperados em empregos, contas mais baixas e menor exposição a preços voláteis de combustíveis.
- Ambientalistas dizem que seriam necessários 110.000 aparelhos nos próximos cinco anos para manter as metas, mas o plano é considerado insuficiente; o documento também prevê eliminação gradual de carros a gasolina e diesel até 2030, 18.000 hectares de floresta novos por ano e restauração de peatlands.
A governo da Escócia confirmou que irá atrasar por 10 anos a aceleração da instalação de bombas de calor. O plano climático para os próximos 15 anos traz metas para substituir caldeiras a gás e óleo. A decisão foi anunciada enquanto o governo busca descarbonizar a calefação até 2045.
O comitê independente de Mudança Climática criticou o cronograma, dizendo que é lento e envolve riscos significativos. O governo sustenta que a descarbonização da calefação trará empregos, reduzirá faturas e reduzirá a exposição a preços voláteis de combustíveis fósseis.
O plano de mudança climática substitui metas anuais por orçamentos de carbono quinquenais, alinhando a Escócia a outros governos do Reino Unido. Estima-se que gera 42,3 bilhões de libras em benefícios e economias até 2040, com ações como eliminar carros a gasolina até 2030 e ampliar florestas e áreas de turfeira.
Metas e impactos
Segundo o plano, a substituição de aquecimento será gradual, com o maior impacto esperado após 2035. Organizações ambientalistas, porém, pedem velocidade maior para cumprir os objetivos climáticos.
Especialistas lembram que cerca de 110 mil bombas de calor devem ser instaladas nos próximos cinco anos para manter as metas, o que, segundo críticos, não é totalmente contemplado pelo documento.
Reações políticas variam. Verdes apontam que não houve mudança substancial em políticas climáticas, enquanto conservadores afirmam ser um plano sem custos verificáveis. Trabalhistas destacam a necessidade de liderança firme para a implementação.
O anúncio coincide com a confirmação do governo britânico de obrigatoriedade de painéis solares e bombas de calor em novas casas na Inglaterra, além de opções de painéis portáteis para balcões, com lançamentos previstos.
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