- O Brasil deve registrar 8.110 novos casos de câncer de rim por ano no triênio 2026-2028 (4.900 homens e 3.210 mulheres), segundo o INCA.
- A detecção precoce, muitas vezes por exames de imagem realizados por outros motivos, permite tratamento menos agressivo e preservação do rim.
- Quando o tumor está localizado, a cirurgia é a principal opção terapêutica e pode ter finalidade curativa; em alguns casos é possível remover apenas o tumor.
- A ultrassonografia pode sinalizar a suspeita, mas tomografia computadorizada e ressonância magnética costumam confirmar o diagnóstico e orientar o tratamento.
- Existem opções minimamente invasivas em casos específicos, e houve avanços recentes com imunoterapia, terapias-alvo e uso de biomarcadores para personalizar o tratamento.
O câncer de rim é tema de uma reportagem que reúne dados do INCA e opiniões de especialistas para esclarecer mitos e verdades sobre a doença. A análise mostra que o diagnóstico precoce muda o tratamento e aumenta as chances de preservação do rim. A abordagem destaca a evolução dos exames e das opções terapêuticas.
O estudo cita que 8.110 novos casos devem ocorrer no Brasil entre 2026 e 2028, com 4.900 homens e 3.210 mulheres. A detecção precoce, principalmente por meio de exames de imagem de rotina, facilita intervenções menos invasivas.
A principal mensagem é que o câncer de rim costuma evoluir de forma silenciosa, e muitos pacientes não apresentam sintomas nas fases iniciais. O diagnóstico é frequentemente incidental, durante exames realizados por outros motivos.
Detecção e tratamento
A mudança de perfil dos tumores encontrados no consultório favorece tratamentos menos agressivos. Quando o câncer está localizado, a nefrectomia pode não ser a única opção, permitindo a retirada apenas do tumor e a preservação do rim.
Para tumores localizados, a cirurgia continua sendo a estratégia principal e pode ter intenção curativa, reduzindo a necessidade de quimioterapia ou radioterapia. Em alguns casos, surgem opções minimamente invasivas.
Mitos e verdades sobre o câncer de rim
Mito: a retirada do rim inteiro é obrigatória em todos os casos.
Verdade: é possível preservar parte do rim, dependendo do tamanho e da localização do tumor, além das condições do paciente.
Verdade: sangue na urina é sinal de alerta que exige avaliação médica, mesmo que não indique, isoladamente, câncer.
Verdade: fatores como tabagismo, obesidade e hipertensão elevam o risco; hábitos saudáveis ajudam na prevenção.
Mito: ultrassom seria o único exame necessário.
Verdade: tomografia e ressonância costumam confirmar o diagnóstico e orientar o tratamento.
Verdade: cirurgia é o principal tratamento para tumores localizados, com frequência sendo suficiente para cura.
Verdade: há opções minimamente invasivas em casos específicos, como crioablação e ablações.
Mito: tratamento não avançou nos últimos anos.
Verdade: avanços incluem imunoterapia, terapias-alvo e abordagem personalizada por biomarcadores.
Mito: diagnóstico equivale sempre a doença avançada.
Verdade: muitos tumores são descobertos precocemente, com melhor controle e preservação renal.
*Por Andressa Marques*
Entre na conversa da comunidade