- O Brasil apresentou o primeiro Gripen F-39 montado no Brasil, na Embraer, em Gavião Peixoto (SP), com a presença do presidente Luís Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin.
- O projeto prevê a produção de quinze aeronaves no país, ampliando a transferência de tecnologia e fortalecendo a indústria nacional.
- A montagem ocorre em três fases: montagem estrutural, montagem final e preparação para voo; mais de trezentos engenheiros brasileiros foram treinados na unidade da Saab em Linköping.
- A fábrica brasileira é, hoje, a única fora da Suécia a realizar a montagem do Gripen.
- Além disso, a parceria envolve a Eve, subsidiária da Embraer, no desenvolvimento do EVTOL, carro voador elétrico para mobilidade urbana.
O Brasil apresentou o primeiro Gripen F-39 supersônico, montado pela Embraer em parceria com a sueca Saab, em Gavião Peixoto, São Paulo.
O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de outras autoridades, marcando a entrada do país no grupo de nações que produzem aeronaves de alta tecnologia.
O modelo montado no Brasil foi apresentado nesta quarta-feira, na fábrica da Embraer, com batismo da aeronave feito pelo presidente Lula e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.
A cerimônia confirmou a participação brasileira na produção de caças de alto desempenho.
Transferência de tecnologia e impacto industrial
O Gripen envolve a transferência de tecnologia prevista em contrato assinado em 2014 para a compra de 36 aeronaves. A produção brasileira abrange montagem estrutural, montagem final e preparo para voo, com previsão de fabricar pelo menos 15 aeronaves no país.
Mais de 300 engenheiros brasileiros participaram do projeto, treinados na unidade da Saab em Linköping. Hoje, a fábrica de Gavião Peixoto é a primeira fora da Suécia a consolidar a produção local de caças de alta tecnologia. A parceria também envolve a Eve, subsidiária da Embraer, no desenvolvimento do EVTOL, carro voador elétrico para mobilidade urbana.
Contexto e perspectivas
A solenidade reforçou a ideia de que a montagem no Brasil consolida a transferência de tecnologia sueca e coloca o país entre poucos no mundo com capacidades avançadas de defesa.
A expectativa é ampliar a autonomia tecnológica e fortalecer a exportação de componentes e sistemas.
A linha de produção no Brasil é apresentada como uma das mais avançadas da região, com módulos fabricados tanto no país quanto na Suécia, integrados para compor um sistema completo de voo e defesa.
A cerimônia contou com representantes da indústria aeroespacial brasileira, sem discurso do presidente.
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