- O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, anunciou a proibição da exportação de barbatana do tubarão-azul fora do corpo do animal em todo o Brasil.
- A medida complementa a proibição já existente de finning, a prática de retirar as barbatas e devolver o animal ao mar vivo.
- As barbatanas são muito valorizadas pelo mercado asiático, usadas principalmente em sopas, e o tubarão-azul está listado no Anexo II da Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens (Cites).
- Também haverá proibição de importação de espécies ameaçadas pelas listas de anexos da Convenção sobre Migratórias de Animais Silvestres (CMS).
- As medidas entram em vigor em sete dias, por meio de uma Instrução Normativa do Ibama publicada no Diário Oficial; a decisão foi anunciada após o Plano de Ação do tubarão-azul na COP quinze.
O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, anunciou nesta quinta-feira (26) a proibição de exportar barbatanas do tubarão-azul fora do corpo do animal em todo o Brasil. A medida amplia o endurecimento já existente contra a prática do finning, que retira as barbatas e devolve o animal ao mar vivo. Agora, também ficam proibidas as exportações das barbatanas separadas do tubarão.
A decisão reforça o combate ao comércio de barbatanas, muito valorizadas pelo mercado asiático, utilizadas, entre outros usos, em preparações culinárias como sopas. O tubarão-azul está listado no Anexo II da Cites, o que exige controle internacional do comércio de espécies protegidas. Além disso, as espécies associadas à CMS aparecem em listas de anexos que tratam de animais silvestres migratórios.
A proibição será informada por meio de uma Instrução Normativa do Ibama, publicada no Diário Oficial da União, com vigência a partir de sete dias após a publicação. O objetivo é alinhar regras nacionais com compromissos internacionais sobre conservação de espécies.
Contexto internacional
A medida foi anunciada após a aprovação do Plano de Ação do tubarão-azul na COP15, realizada em Campo Grande (MS). O plano prevê ações para a proteção da espécie e a internalização de políticas públicas entre os países signatários, buscando reduzir atividades de comércio que coloquem o tubarão-azul em risco.
Segundo Agostinho, o Brasil já proibia a pesca de tubarões da espécie no território, mas identificou a importação de barbatanas de espécies ameaçadas. A nova norma visa interromper também o fluxo de exportação, fortalecendo o comércio apenas conforme padrões de conservação vigentes.
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