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Brasil tenta nova missão de lançamento orbital de foguete

Projeto de R$ 189 milhões mira autonomia espacial com base própria e equipamento desenvolvido no país.

• Divulgação
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  • O Brasil pode lançar um foguete orbital com centro de lançamento nacional ainda em 2026, o MLBR, desenvolvido por cinco empresas sob liderança da CENIC.
  • O veículo tem doze metros de altura, será movido a combustível sólido e contará com três motores, levando satélites de até 40 quilos.
  • O lançamento deve ocorrer no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos e da Agência Espacial Brasileira, ao custo de R$ 189 milhões.
  • O objetivo é tornar o Brasil autossuficiente em acesso ao espaço.
  • A notícia faz parte da série Brasil na Lua, que aborda o papel brasileiro na exploração espacial diante da Artemis II.

O Brasil pode, ainda em 2026, lançar pela primeira vez um foguete orbital a partir de um centro de lançamento nacional. O pequeno foguete, movido a combustível sólido, é fruto de um projeto conjunto de cinco empresas liderado pela CENIC e visa colocar satélites de até 40 kg em órbita.

O projeto MLBR (Microlançador Brasileiro) é financiado pela FINEP, ligada ao MCTI, em parceria com a AEB. O orçamento estimado é de 189 milhões de reais, com lançamento previsto para ocorrer no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, utilizando infraestrutura brasileira. O veículo terá 12 metros de altura e três motores.

O foguete está sendo construído em São José dos Campos, interior de São Paulo, e depende de uma rede de parcerias para viabilizar o desenvolvimento tecnológico. O objetivo é que o Brasil tenha acesso autônomo ao espaço, reduzindo dependências externas.

Contexto e impactos

A mobilização envolve a CENIC Engenharia, que encaminha as etapas de desenvolvimento, produção e simulação de lançamentos. Em vídeo de demonstração, a equipe descreve o desempenho do sistema de propulsão e a capacidade de levar cargas de pequeno porte à órbita.

Segundo o diretor da Cenic Engenharia, Ralph Corrêa, o foguete terá peso na rampa suficiente para lançar uma carga de apenas 40 quilos, destacando o potencial de uso de satélites micro e nano, com mercado bilionário. A base geográfica brasileira é citada como vantagem estratégica.

Histórico de tentativas

O Centro de Lançamento de Alcântara já registrou falhas históricas. Em 1997, houve a tentativa do primeiro VLS com satélite coletor de dados, que não prosperou. Em 1998, a Agência Espacial Brasileira lançou o satélite por meio de veículo norte-americano. Em 1999, outra tentativa com o SACI-2 foi cancelada por falha no segundo estágio.

Desde 2005 houve avanços tecnológicos, com novos testes ao longo dos anos. Em 2025 houve nova tentativa, marcando uma retomada de esforços com parceiros internacionais. O projeto atual busca consolidar o Brasil como fornecedor de lançamentos independentes no espaço.

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