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Independência energética prática: europeus constroem mini fazendas solares

Painel solar em casa ganha destaque na crise energética europeia, com tarifas dinâmicas e armazenamento ampliando independência da rede

Solar panels can be installed on rooftops and other types of surfaces
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  • Painel solar em casa pode diminuir a dependência da energia da rede, especialmente durante crises, ao armazenar energia em baterias e usar tarifas dinâmicas.
  • Tarifas dinâmicas variam o preço da energia ao longo do dia, tornando a energia gerada em casa mais vantajosa em horários de pico.
  • Espanha lidera a transição, com a redução em até 75% da influência de geradores fósseis no preço da eletricidade desde 2019, segundo a Ember.
  • Nos imóveis sem telhado próprio, o “plug-in solar” é uma opção prática: painéis pequenos que se conectam à tomada; na Alemanha, mais de um milhão foram instalados entre 2022 e 2025, com custos entre €200 e menos de €1.000 (com armazenamento).
  • No Reino Unido, o governo autorizou o uso de plug-in solar pela primeira vez, facilitando a iluminação de casas comuns, desde que instalações elétricas sejam verificadas por profissional.

A escalada de crises energéticas na Europa impulsionou a busca por independência energética por meio de geração local. A dependência de combustíveis fósseis importados volta a ser questionada após o recente choque no abastecimento global.

A ideia de transformar residências em geradoras de energia ganhou espaço entre consumidores, empresas e governos. Painéis solares em telhados, aliado a baterias, permite reduzir a participação da energia da rede em períodos de alta demanda, como no jantar.

Segundo Matthew Clayton, CEO da Thrive Renewables, quem investe em energia solar doméstica pode ficar menos vulnerável a oscilações de importação. Tarifas dinâmicas, que variam ao longo do dia, também fortalecem a vantagem de armazenar energia gerada durante o dia.

A Espanha aparece como exemplo de transição, com destaque para o crescimento de renováveis que diminui a influência de geradores fósseis no preço da eletricidade. Em 2019, a redução da exposição aos custos de gás aumentou o impacto positivo da solar e da eólica, segundo Ember.

Para quem não mora em áreas com alto solar, a tecnologia de plug-in solar tem ganhado espaço. Placas portáteis instaladas em varandas ou paredes externas permitem conexão a uma tomada interna, prática popular na Alemanha, com mais de um milhão de unidades entre 2022 e 2025.

Plug-in solar: custo e retorno

Dados da Solar Power Europe indicam que o retorno do investimento varia entre dois e seis anos, conforme o preço pago, o tamanho do sistema e a localização da instalação. Modelos compactos chegam a cerca de €200, os com armazenamento, abaixo de €1.000.

No Reino Unido, o governo autorizou recentemente o uso de plug-in solar em lares pela primeira vez, ampliando a possibilidade de independência energética. A medida surge em meio aos elevados preços de energia no país, entre os mais altos da Europa.

Especialistas destacam a necessidade de checagem profissional do sistema elétrico antes da instalação ou do uso de equipamentos off-the-shelf. A verificação técnica ajuda a evitar riscos de segurança em residências com instalações antigas.

Perspectivas e cautelas

Entidades como o think tank Ember apontam que, mesmo em países com menos sol, soluções de geração distribuída podem reduzir custos com energia. A tendência aponta para maior adoção de soluções domésticas e de pequenas instalações, com apoio de políticas públicas e incentivos de tarifas.

Fontes citadas incluem Ember, Solar Power Europe e Thrive Renewables, que destacam o papel da inovação tecnológica e de modelos de negócio para ampliar a adoção de energia solar em ambientes urbanos.

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