- O acidente com o Césio-137 em Goiânia, em setembro de 1987, gerou 3500m³ de lixo radioativo, enterrado no Parque Telma Ortegal, em Abadia de Goiás, a 23 km da capital.
- O material contaminado ficou sob dois montes no parque, armazenado em caixas de chumbo para evitar vazamento.
- Foram usados 4223 tambores, 1.343 caixas metálicas e dez contêineres na limpeza e deposição final.
- O depósito foi concretado e enterrado em duas caixas de concreto com 50 cm de espessura, com monitoramento ambiental a cada três meses pelo Programa de Monitoramento Ambiental de Rejeitos Radioativos.
- O Parque Telma Ortegal foi criado para evitar a expansão urbana sobre o local e também funciona como espaço educativo sobre o acidente e os perigos da radioatividade.
O acidente com o Césio-137 ocorrido em Goiânia, capital de Goiás, em setembro de 1987, deixou lixo radioativo equivalente a 3500 m³. O material contaminado foi recolhido, armazenado e enterrado em Abadia de Goiás, a 23 km da capital. O trabalho envolveu técnicas de contenção para evitar vazamentos.
Ao todo, a limpeza mobilizou 4223 tambores, 1343 caixas metáicas e dez contêineres. Os resíduos ficaram sob dois montes simétricos no Parque Telma Ortegal, protegidos por caixas de concreto e paredes de 50 cm.
O destino final foi a decisão de manter os materiais no local, devido à segurança do terreno e aos riscos de deslocamento. Técnicos do PMA monitoram solo, água, vegetação e sedimentos a cada três meses, para acompanhar a estabilidade do local.
Parque Telma Ortegal
A área, transformada em reserva ambiental para evitar a expansão urbana, recebe visitas orientadas para educação sobre o acidente e os riscos da radiação. O parque leva o nome da primeira prefeita do município, falecida durante o mandato, em 1997.
O monitoramento ambiental é parte do Programa de Rejeitos Radioativos do CRCN-CO. O objetivo é assegurar a integridade das caixas, a vedação dos depósitos e a proteção do lençol freático.
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