- O Ministério da Saúde, o Instituto Butantan e a MSD Brasil vão fabricar nacionalmente o pembrolizumabe, imunoterápico usado no tratamento de 39 tipos de câncer.
- O objetivo é reduzir custos e ampliar o acesso pelo Sistema Único de Saúde; na rede privada, cada frasco custa cerca de R$ 27.000.
- Atualmente, o pembrolizumabe está disponível pelo SUS apenas para melanoma, com acesso para outros casos exigindo solicitação local ou ação judicial.
- A Unificação de produção visa ampliar o uso do medicamento para esôfago, colo de útero, pulmão e mama triplo negativo; a votação da ampliação ocorre nos dias 8 e 9 de abril pela Conitec.
- A parceria envolve o Ministério da Saúde, o Instituto Butantan e a MSD Brasil, beneficiando pacientes oncológicos atendidos pelo SUS.
O Ministério da Saúde anunciou que o SUS vai fabricar no Brasil o pembrolizumabe, imunoterápico usado no tratamento de 39 tipos de câncer. A parceria envolve o Instituto Butantan e a MSD Brasil. A produção nacional visa reduzir custos e ampliar o acesso pelo SUS.
O anúncio ocorreu na quinta-feira, 26 de março de 2026, durante o evento Diálogo Internacional – Desafios e Oportunidades para a Cooperação em Tecnologias em Saúde, no Rio de Janeiro. Participaram 20 países e instituições brasileiras de saúde.
Atualmente, o pembrolizumabe está disponível no SUS apenas para melanoma. Pacientes sem diagnóstico de melanoma precisam buscar a terapia via solicitação direta local ou por ação judicial. No setor privado, o medicamento é comercializado como Keytruda.
O custo de cada frasco na rede privada gira em torno de R$ 27 mil. A produção nacional pretende reduzir esse valor e ampliar o acesso a pacientes atendidos pelo SUS.
Próximos passos
A Conitec, responsável pela recomendação de incorporação, realizará nova reunião para avaliar a ampliação de uso no SUS. A votação está marcada para 8 e 9 de abril, com avaliação inicial para outros quatro tipos de câncer: esôfago, colo do útero, pulmão e mama triplo negativo.
A parceria envolve o Ministério da Saúde, o Instituto Butantan, que ficará responsável pela tecnologia de produção, e a MSD Brasil, detentora da tecnologia do medicamento. Os beneficiários diretos serão os pacientes oncológicos atendidos pelo SUS.
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