- Cirurgia robótica está sendo utilizada no tratamento do câncer colorretal no Einstein Hospital Israelita, com visão tridimensional e rotação de 360 graus.
- O procedimento é mais preciso que a cirurgia aberta, com incisões menores e recuperação mais rápida.
- Pacientes costumam precisar de tratamento oncológico integrado, e a cirurgia minimamente invasiva facilita o retorno rápido à quimioterapia e à radioterapia.
- A técnica ajuda a preservar a imunidade do paciente durante o manejo da doença.
- Além da cirurgia, a biópsia líquida é usada para monitorar a doença identificando DNA tumoral no sangue, e a imunoterapia surge como pilar terapêutico no câncer colorretal.
Doutor Kalil recebeu especialistas do Einstein Hospital Israelita para discutir o uso da cirurgia robótica no tratamento do câncer colorretal. A conversa ocorreu em entrevista gravada para o programa CNN Sinais Vitais, no fim de semana passado. O foco foi entender como a robótica está revolvendo procedimentos oncológicos.
Segundo os profissionais, a cirurgia robótica amplia a precisão e reduz o trauma ao paciente. Com rotação de 360 graus e visão tridimensional, a técnica evolui a laparoscopia, mantendo a eficácia da cirurgia aberta, mas com incisões menores e recuperação mais rápida.
O médico Sidney Klajner explicou que a abordagem oncológica se beneficia da menor invasividade, o que facilita a recuperação e o retorno às atividades. Já Sérgio Araújo destacou que o tratamento deve ser integrado, incluindo etapas de quimioterapia e radioterapia, conforme a recuperação.
A preservação da imunidade do paciente é citada como vantagem adicional da robótica no manejo do câncer colorretal. Por exigir menos trauma, a técnica tende a manter o sistema imune mais estável durante o tratamento.
Biópsia líquida e imunoterapia: aliadas no tratamento
Além da cirurgia, a biópsia líquida ganha espaço no monitoramento da doença, usando DNA tumoral detectado no sangue para acompanhar recidivas. A técnica é especialmente útil em pacientes com alto risco ou resposta parcial aos tratamentos.
Essa abordagem permite detectar sinais precoces de retorno da doença, mesmo quando exames de imagem não revelam o tumor. O monitoramento contínuo auxilia na tomada de decisões sobre novas intervenções.
A imunoterapia também aparece como pilar no tratamento do câncer colorretal. Utilizando anticorpos, ela estimula o sistema imunológico a combater as células cancerígenas, ampliando as opções terapêuticas disponíveis.
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