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Promessa bilionária do turismo espacial enfrenta custos e escala

Turismo espacial enfrenta crise: voos suspensos e custos elevados limitam demanda; chinesas vão entrar no mercado, enquanto SpaceX ainda pode renovar o acesso ao espaço

Katy Perry e a tripulação feminina que realizou a viagem espacial com a Blue Origin em 2025 (Foto: Divulgação)
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  • A Blue Origin interrompeu os voos de turismo com o foguete New Shepard por pelo menos dois anos, e a Virgin Galactic não voa desde junho de 2024, buscando tecnologias para reduzir custos e ampliar o público.
  • A Virgin Galactic planeja lançar, até o final de 2026, o primeiro voo de teste da nave Delta; o preço das passagens não foi divulgado pela empresa, mas estimativas apontam em torno de US$ 600 mil por assento.
  • A Blue Origin não divulga preços públicos; uma estimativa de mercado aponta valores entre US$ 1,5 milhão e US$ 2 milhões por passagem.
  • Empresas chinesas também anunciaram entrada no turismo espacial: Beijing Interstellor Human Spaceflight Technology mira voos em 2028 com cerca de 3 milhões de yuans (aprox. US$ 430 mil) e CAS Space planeja voos até 2029.
  • Especialistas observam que o setor ainda enfrenta demanda limitada e altos custos, com o Starship da SpaceX sendo visto como possível motor de redução de preço e expansão futura.

O turismo espacial vive uma fase de crise: a Virgin Galactic e a Blue Origin interromperam voos de turismo, enquanto novas tecnologias são buscadas para reduzir custos e ampliar o público. Em meio a isso, empresas chinesas anunciam planos para entrar na competição.

Ron Rosano, americano de 65 anos, chegou a sonhar com viagem a mais de 100 km de altitude a bordo de foguete da Blue Origin. Em 2023 ele já havia feito uma breve jornada com a Virgin Galactic, mas a suspensão da Blue Origin o deixa sem data para o próximo voo.

A Blue Origin interrompeu os voos de turismo por pelo menos dois anos, em janeiro, segundo informações veiculadas pela imprensa. A Virgin Galactic não opera desde junho de 2024, enquanto desenvolve a nova espaçonave Delta.

A empresa de Richard Branson planeja, ainda, o primeiro teste da Delta até o fim de 2026. A operação busca manter o interesse do público diante da pausa da concorrência, mas não revelou preços antes de divulgar resultados.

A Blue Origin saiu do setor de turismo espacial e foca na exploração lunar, conforme anunciou o CEO, em fevereiro. A empresa ainda não confirmou quando voltaria a oferecer assentos para turismo, se é que voltará.

Mercado aponta custo elevado e demanda restrita como principais entraves. Analistas destacam que o segmento atinge um nicho de ultrarricos e ainda não gera demanda recorrente suficiente para sustentar escala.

Até aqui, a Virgin Galactic já levou 31 passageiros ao espaço, enquanto a Blue Origin atrelou 98 viagens, com seis pessoas em duas missões. Entre os passageiros esteve a equipe feminina de um lote recente de voos.

A repercussão pública incluiu a participação de celebridades em voos, como uma famosa ocasião envolvendo Katy Perry. O episódio intensificou o debate sobre o turismo espacial e críticas ao modelo de negócios.

Entradas internacionais: China mira o setor

Empresas chinesas anunciaram planos para turismo espacial. Beij­ing Interstellor propõe viagens em 2028 com passagem estimada em 3 milhões de yuans (cerca de 430 mil dólares).

A CAS Space Technology, fabricante de foguetes, mira voos tripulados de turismo até 2029. Analistas veem sinal claro de entrada no mercado, ampliando o leque de concorrentes.

Especialistas avaliam que o setor pode renascer se a SpaceX conseguir reduzir custos com o Starship, projeto que pode ampliar o acesso ao espaço de forma significativa.

Ainda há dúvidas sobre o interesse público e a viabilidade econômica de longo prazo. Observadores destacam que o turismo espacial permanece um empreendimento de alto custo, com benefício ainda incerto para o público em geral.

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