- Estudo internacional com quase oito mil adultos em oito países (Brasil, França, Índia, Indonésia, Nigéria, Filipinas, Turquia e Estados Unidos) mostra relação direta entre solidão e transtornos mentais.
- Fração dos participantes que relatou solidão foi de 38,9%; sinais de depressão, 9,2%; e ansiedade generalizada, 5,5%.
- Pessoas que se sentem solitárias têm 2,8 vezes mais chance de desenvolver depressão e quase 4 vezes maior risco de ansiedade generalizada.
- Grupos mais vulneráveis: adultos mais jovens, mulheres, indivíduos com menor renda ou escolaridade, solteiros e moradores de áreas urbanas.
- A pesquisa enfatiza que a solidão deve ser tratada como fator de risco para saúde mental, exigindo ações de conexão social e fortalecimento de vínculos comunitários.
A pesquisa internacional, publicada na revista Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology, analisa quase 8 mil adultos de oito países e aponta relação direta entre solidão e transtornos mentais. O estudo, coordenado por Salma M. Abdalla, foi divulgado em fevereiro de 2026.
Os resultados mostram que a solidão é comum entre os participantes e está fortemente ligada a depressão e ansiedade. Entre os entrevistados, 38,9% relataram sentir-se solitários, 9,2% apresentaram sintomas de depressão e 5,5% de ansiedade generalizada.
Pessoas que vivenciaram solidão tiveram 2,8 vezes mais chances de desenvolver depressão e quase 4 vezes maior probabilidade de apresentar ansiedade generalizada. O trabalho reforça que a solidão é um fator de risco relevante para a saúde mental.
Perfil de vulnerabilidade
Adultos mais jovens, mulheres, pessoas com menor renda ou escolaridade, indivíduos solteiros e moradores de áreas urbanas foram os grupos com maior suscetibilidade à solidão, segundo a pesquisa.
Os pesquisadores destacam que fatores sociais e econômicos influenciam a maneira como a solidão se manifesta, além de afetarem o acesso a redes de apoio.
Implicações para políticas públicas
O estudo recomenda que a resposta à solidão inclua ações de convivência social e senso de pertencimento, indo além do tratamento clínico. Medidas voltadas a vínculos comunitários podem reduzir impactos na saúde mental a longo prazo.
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