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Dia Mundial do Transtorno Bipolar: 4 estratégias para gerenciar a condição

Neuropsicóloga lista quatro estratégias para manter a qualidade de vida de pacientes com transtorno bipolar: tratamento, terapia, psicoeducação e avaliação neuropsicológica

Dia Mundial do Transtorno Bipolar: 4 maneiras de gerenciar a condição
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  • Em 30 de março é celebrado o Dia Mundial do Transtorno Bipolar, e dados da Organização Mundial da Saúde de 2021 apontam cerca de 37 milhões de pessoas afetadas no mundo.
  • O Transtorno Afetivo Bipolar envolve episódios de mania e depressão e costuma ser diagnosticado entre 16 e 25 anos, podendo aparecer em outras fases da vida.
  • Além do humor, pode haver impactos cognitivos em atenção, memória e planejamento, influenciando rotina, trabalho e relações.
  • Sinais de alerta incluem mudanças persistentes no sono, aceleração mental ou impulsividade, dificuldades de memória e queda de rendimento, além de apatia e fadiga mental.
  • Quadros de manejo recomendados pela neuropsicóloga: seguir o tratamento medicamentoso, fazer terapia cognitivo-comportamental, participar de sessões de psicoeducação e realizar avaliação neuropsicológica individualizada.

O Dia Mundial do Transtorno Bipolar é celebrado em 30 de março. O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) afeta aproximadamente 37 milhões de pessoas no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde de 2021. A condição envolve oscilações de humor entre fases de mania e depressão.

Essa patologia pode impactar funções cognitivas como atenção, memória e planejamento, influenciando rotina, trabalho e relações. Especialistas destacam que o diagnóstico costuma ocorrer entre 16 e 25 anos, mas pode aparecer desde a infância até a terceira idade.

Sinais de alerta

Reconhecimento e diagnóstico precoces são essenciais para o tratamento. Mudanças prolongadas no sono, aceleração mental, impulsividade, dificuldades de memória e concentração, queda de desempenho e desorganização são indicativos que merecem avaliação profissional. Sintomas depressivos leves também devem ser observados.

Gerenciamento da condição

A neuropsicóloga Marta Valeria Medina Rivera, da startup de terapia cognitiva NeuronUP, aponta que o tratamento deve ir além do controle de crises. Mesmo em estabilidade, há dificuldades cognitivas que, se não tratadas, reduzem autonomia e qualidade de vida.

Entre as estratégias recomendadas, a adesão ao tratamento medicamentoso após diagnóstico é fundamental. A terapia cognitivo-comportamental ajuda a identificar padrões de pensamento e prevenir recaídas. Sessões de psicoeducação, preferencialmente em grupo, ampliam o conhecimento sobre a doença e fortalecem a adesão ao tratamento. Avaliação neuropsicológica individualizada permite intervenções personalizadas conforme o estágio do transtorno.

Dados científicos corroboram a relevância dessas medidas: pesquisas indicam que cerca de 70% das pessoas com transtorno bipolar apresentam algum grau de prejuízo cognitivo, especialmente na memória verbal, velocidade de processamento e funções executivas. Essas informações ajudam a orientar intervenções multidisciplinares.

Procedimentos e recomendações

Profissionais de saúde ressaltam a importância de avaliação médica para confirmar o diagnóstico. Em caso de sinais de alerta, procure avaliação com psiquiatra ou psicólogo. O manejo adequado envolve combinação de pharmacoterapia, psicoterapia e suporte educacional para pacientes e familiares.

Fontes citadas incluem a Organização Mundial da Saúde e estudos revisados na literatura científica, como a IBRO Neuroscience Reports, que ajudam a embasar estratégias terapêuticas e de reabilitação cognitiva no espectro bipolar. Portal de referência para informações sobre o tema é a prática clínica especializada.

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