- O sistema de controle operacional de próxima geração do GPS (OCX) foi criado para gerenciar a constelação de mais de trinta satélites GPS e incorporar sinais novos e capacidades anti-jamming, com a Space Force assumindo a operação do segmento de solo.
- O custo original estimado era de US$ 3,7 bilhões, com previsão de entrega em 2016; hoje, o gasto oficial do ground system para os satélites GPS III é de US$ 7,6 bilhões, elevando o total do esforço para US$ 8 bilhões com uma ampliação de mais de US$ 400 milhões prevista para apoiar novas séries de satélites.
- Embora a RTX tenha entregue o OCX à Space Force em julho, o segmento de solo continua não operacional, e nove meses depois o Pentágono avalia possibilidades, inclusive a suspensão do programa.
- Ainsworth afirmou que a implantação enfrentou falhas técnicas extensas e atrasos, com problemas persistentes em múltiplos subconjuntos, colocando em risco lançamentos e capacidades futuras de GPS.
- O programa passou por escrutínio do Governo, que concluiu que decisões de aquisição e problemas de engenharia de software contribuíram para custos e prazos elevados, levando autoridades a considerar encerrar o OCX caso não haja solução viável.
O software de controle do GPS militar, chamado OCX (GPS Next-Generation Operational Control System), permanece não operacional mesmo após receber a etapa de entrega. A Space Force dos EUA assumiu a tecnologia, destinada a gerenciar mais de 30 satélites GPS, inclusive sinais M-code de maior resistência a interferências.
A RTX Corporation, antiga Raytheon, venceu o contrato em 2010 para desenvolver o OCX. O custo do sistema de solo para os satélites GPS III chegou a 7,6 bilhões de dólares, com aposta de 8 bilhões ao incluir um aprimoramento para uma nova geração de satélites. A entrega ao Space Force ocorreu em 2025, mas o sistema ainda não funciona plenamente.
Situação atual
Apesar da entrega, o OCX permanece não operacional nine meses após a conclusão da etapa de aceitação. Em depoimento, o assistente do secretário da Força Aérea para aquisição espacial informou que os problemas persistem em várias subsistemas, elevando dúvidas sobre a continuidade do programa.
Ainsworth, que também participou de audiências no Congresso, afirmou que o programa enfrenta atrasos, custos crescentes e falhas técnicas históricas. Em 2020, ajustes permitiram uso parcial dos sinais M-code, voltados para guerra e proteção contra interferência.
Contexto e impactos
Especialistas destacam a importância dos sinais M-code para operações militares em zonas de conflito, incluindo proteção contra spoofing e bloqueio de acesso ao GPS durante confrontos. A possível paralisação do OCX acende dúvidas sobre como modernizar o sistema de GPS sem interrupções.
As autoridades avaliavam opções para seguir adiante, incluindo o cancelamento do OCX. A RTX, em nota, afirmou que entregou um sistema operacional de missão capaz em 2025 e que trabalha para resolver problemas pós-entrega, em parceria com o governo.
Contexto histórico
Relatórios do Government Accountability Office apontaram decisões de aquisição inadequadas e atraso no reconhecimento de problemas de desenvolvimento. A capacidade de segurança cibernética e a taxa de defeitos de software foram citadas como entraves desde o início.
A história mostra que o programa enfrentou mudanças de gestão, desempenho do contratante e engenharia de sistemas ao longo de mais de uma década, com impactos na linha de frente de satélites e sensores.
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