- O tribunal administrativo de Melun suspendeu, na terça-feira, as restrições de uso do cobre na viticultura e mandou a Anses reexaminar as solicitações de aprovação de produtos cuja autorização não seria renovada.
- Cosaco GmbH havia pedido renovação de plantas no mercado francês para Funguran Oh, Funguran-Oh 300 SC, Kocide Opti e Kocide 2000, com cobre ativo aprovado pela União Europeia até 30 de junho de 2029.
- Em julho de 2025, a Anses decidiu não reautorizar a entrada no mercado de 17 produtos que contêm cobre, decisão que seria aplicada a partir de 2027, por não terem sido apresentados elementos suficientes.
- O tribunal considerou que existe um “dúvida séria” sobre a legalidade da avaliação de risco para trabalhadores da viticultura e determinou que a Anses revia as solicitações em dois meses.
- Entidades ligadas à agricultura biológica e à filière vinícola saudaram a decisão como uma “vitória histórica” diante da provável redução de opções de manejo para downy mildew.
A justiça suspendeu nesta terça-feira as restrições de uso do cobre na viticultura e determinou que a Anses reavalie pedidos de comercialização de produtos cuja autorização havia sido negada. A decisão foi tomada pelo tribunal administrativo de Melun.
A medida envolve os fungicidas Funguran Oh, Funguran-Oh 300 SC, Kocide Opti e Kocide 2000, todos com hidroxido de cobre como ingrediente ativo. A agência europeia aprovou o cobre até 2029, mas a Anses decidiu não reautorizar parte dos produtos em 2025.
A Anses havia negado a reautorização de 17 produtos que continham cobre, alegando falta de elementos para excluir riscos aos trabalhadores. O tribunal entendeu existir um “doubt sérieux” sobre a avaliação, principalmente no que diz respeito à saúde dos trabalhadores da viticultura.
De acordo com a decisão, a Anses deve reconstituir as demandas de aprovação para uso na vinha em até dois meses. A ordem também considera impactos econômicos e a redução da oferta de soluções à base de cobre para o setor.
Cosaco GmbH, fabricante alemã, impetrou a medida de urgência questionando as decisões de 2025. O tribunal citou o risco de agravamento da rarificação de soluções de cobre e a ausência de substituição fiável, sobretudo na agricultura biológica.
A defesa dos vinhos orgânicos e de federações associadas celebrou a decisão, descrevendo-a como histórica para o setor vitivinícola. Observa-se que o cobre permanece chave no combate ao mildiio, doença fúngica persistente nas vinhas, especialmente em anos chuvosos.
Autoridades avaliariam, com a reavaliação, se novos elementos justificam ajustes ou revogações adicionais. O caso destaca a tensão entre a necessidade de proteção de trabalhadores, preservação de saídas químicas para a lavoura e a transição para alternativas menos dependentes de cobre.
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