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São Paulo amplia monitoramento ambiental por satélite

Monitoramento por imagens: São Paulo analisa 4,43 milhões de km² em 2025, gerando 1.167 autuações e maior fiscalização em áreas da Mata Atlântica

Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Duas Cachoeiras
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  • A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo ampliou em nove vezes a capacidade de monitoramento ambiental por meio do programa Mais (Monitoramento Ambiental por Imagens de Satélite).
  • De 2023 a 2025, foram identificadas 2.741 alterações na vegetação nativa, correspondendo a 5.392 hectares com algum tipo de intervenção ambiental.
  • 87% das alterações aconteceram no bioma Mata Atlântica, 13% no Cerrado; 84% das ocorrências envolvem áreas de até 1 hectare.
  • O Mais usa imagens de satélite (como Sentinel-2 e CBERS-4A) e dados geoespaciais, integrando parcerias com MapBiomas, SOS Mata Atlântica e outras fontes públicas.
  • Em 2025, 91% das ocorrências foram fiscalizadas, resultando em 1.167 autuações ambientais (47% das áreas verificadas) e fortalecendo ações de fiscalização e restauração.

O governo de São Paulo ampliou (Mais) o monitoramento ambiental por imagens de satélite,Gestão pela Semil. A iniciativa aumenta a identificação de alterações na vegetação nativa e orienta a fiscalização em todo o estado. O objetivo é observar mudanças com rapidez para agir com precisão.

Entre 2015 e 2022, o estado era analisado duas vezes ao ano, sobre 586 mil km². Em 2023, a frequência subiu para cinco análises anuais, cobrindo 1,36 milhão de km². Em 2024, houve 9 revisões, em 2,22 milhões de km². Em 2025, a cobertura atingiu 4,43 milhões de km².

A ferramenta Mais opera com imagens de satélite e dados geoespaciais para detectar alterações na vegetação e orientar ações de fiscalização. O diretor de DPFA da Semil destaca a importância da abordagem para priorizar verificações em campo.

Monitoramento e resultados

A análise de 2023 a 2025 identificou 2.741 alterações na vegetação nativa, equivalentes a 5.392 hectares com algum tipo de intervenção. As informações ajudam a orientar ações de fiscalização e ampliar o acompanhamento de mudanças na cobertura vegetal.

O aumento do volume de registros não significa, necessariamente, maior desmatamento. Dados de MapBiomas indicam que, no Brasil, desmatamento relevante ocorre em grandes áreas, principalmente na Amazônia e no Cerrado, enquanto São Paulo registra ocorrências menores e dispersas.

O Mais utiliza alertas de parceiros externos, como MapBiomas e Fundação SOS Mata Atlântica, além de dados de satélite. Em 2023 iniciou processo automatizado de identificação de supressão vegetal e envio de sinal a equipes da Polícia Militar Ambiental.

Integração de dados

Desde então, equipes técnicas analisam os sinais e encaminham informações para ações de fiscalização. Em 2025, 91% das ocorrências fiscalizadas resultaram em 1.167 autuações, correspondentes a 47% das áreas verificadas em campo.

O subsecretário de Meio Ambiente, Jônatas Trindade, afirma que geotecnologias ampliam a capacidade de monitorar o território paulista e fortalecer políticas públicas de proteção ambiental. O objetivo é orientar regularizações, restauração e melhorias na gestão ambiental.

Recuperação ambiental

A Semil, por meio da Diretoria de Biodiversidade e Biotecnologia, coordena projetos de conservação e restauração que somam 34,5 mil hectares. As ações envolvem restauração ecológica, SAFs, florestas multifuncionais e manejo de áreas degradadas.

Painel Verde aponta que, entre 2023 e 2025, mais de 11,8 mil hectares estão vinculados a compromissos de reparação de danos ambientais, reforçando a tendência de recuperação da vegetação no estado.

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