Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Corpo morto pode virar solo fértil com terramação

Terramação transforma corpo em solo rico, reduzindo emissões de CO₂ em até noventa por cento frente à cremação e oferecendo luto mais aberto

Death professional Kristoffer Hughes and Chris Cooper-Hayes are advocating for human composting in the UK.
0:00
Carregando...
0:00
  • Terramation (conversão humana em solo) transforma restos mortais em solo fértil, com aproximadamente 110 kg de terra seca no fim do processo.
  • O método ocorre em cerca de trinta dias, com o vaso sendo girado várias vezes para circular o ar, seguido pela separação dos ossos e recompactação por mais cerca de trinta dias.
  • Em comparação à cremação, a terramação emite cerca de noventa por cento menos CO₂ e não utiliza álcool desinfetante ou outras químicas de embalsamamento.
  • O custo do pacote completo nos Estados Unidos fica em torno de cinco mil e quinhentos dólares; usar apenas uma instalação de disposição fica em torno de mil e cem dólares.
  • A prática ganha impulso na Europa e no Reino Unido, com projetos-piloto e avaliações regulatórias em andamento; defensores, como Kristoffer Hughes, promovem a opção como forma de transformar vida a partir da morte.

O conceito de terramação, ou compostagem humana, propõe transformar restos mortais em solo fértil. Em vez de embalsamar ou cremar, o método busca devolver à Terra os constituintes do corpo de forma natural e controlada. A ideia ganhou impulso entre defensores da sustentabilidade e de tradições naturais.

Kristoffer Hughes atua há 32 anos com o cuidado de mortos e é líder de uma ordem druidica no País de Gales. Para ele, a prática tradicional de manter corpos como um “problema a resolver” contraria a perspectiva de vida, morte e renascimento que ele defende.

A prática conhecida como terramação evita a embalsenação química, reduz significativamente emissões de CO2 e não utiliza fluidos prejudiciais ao solo. Em comparação com a cremação, estimativas apontam cerca de 90% menos CO2 gerado durante o processo.

Como funciona o processo

O procedimento transforma o corpo em solo por meio de materiais orgânicos como alfafa, palma e madeira picada dentro de câmaras seladas. Em cerca de 30 dias ocorre a decomposição, com o interior da cuba sendo girado várias vezes para melhorar a circulação do ar.

Ao final, os ossos são moídos e integrados ao composto, passando por mais cerca de 30 dias de maturação. O resultado é aproximadamente 110 kg de solo seco, que pode ser usado para reflorestamento ou restauração de solos degradados.

Opções para famílias e custo

O método é apresentado como uma alternativa de funeral mais transparente, com opções de cerimônias de despedida que envolvem o túmulo da urna com o corpo já no recipiente. Em Return Home, facility nos Estados Unidos, famílias recebem atualizações do andamento do processo, o que oferece tranquilidade sobre o cuidado prestado.

Em termos de custo, o pacote completo de terramação fica em torno de US$ 5.500, enquanto a opção de disposição, similar a um cemitério ou crematório, pode custar cerca de US$ 1.100. Esses valores aparecem como comparação com gastos tradicionais de funeral nos EUA.

Expansão e cenário internacional

Em termos regulatórios, a terramação já é legal em 14 estados dos EUA e avança na Europa, com iniciativas na Alemanha e no Reino Unido em avaliação. No momento, a Alemanha tem projetos piloto que estudam a viabilidade de leis e locais apropriados para a prática.

Na Grã-Bretanha, um relatório oficial sobre novos métodos funerários deve ser publicado na primavera, com seis meses para respostas sobre possíveis passos futuros. A aprovação no Reino Unido pode depender de regulamentações setoriais e leis específicas por país.

Perspectivas e impacto ambiental

Defensores argumentam que a terramação auxilia na redução de resíduos funerários e pode contribuir para a nutrição de solos, além de oferecer uma alternativa de despedida mais inclusiva e direta. Pesquisadores apontam que o método pode apoiar projetos de reflorestamento e restauração de áreas degradadas.

Kris, como é conhecido, planeja ampliar a prática com a criação da Eterrna Life, parceria com Chris Cooper-Hayes, e atua para que mais países reconheçam a opção como parte do conjunto de escolhas funerárias.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais