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Estudo mostra que mulheres são maioria nos cuidados com autismo

Mapa do Autismo mostra maioria de cuidadoras mulheres, diagnóstico mais precoce e ampliação de serviços no SUS, com custos com terapias

Anaiara Ribeiro se matriculou na faculdade de jornalismo junto com o filho João, diagnosticado com autismo
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  • O Mapa do Autismo no Brasil, produzido pelo Instituto Autismos, aponta que a maioria das cuidadoras são mulheres; a pesquisa ouviu 23.632 pessoas de todos os estados.
  • Do total, 18.175 são responsáveis por pessoas autistas, 2.221 por quem está no espectro, e 4.604 respostas são de autistas com mais de 18 anos.
  • A idade média do diagnóstico costuma ser em torno de quatro anos, mas houve casos, como o de João, que recebeu o diagnóstico aos oito anos.
  • Famílias gastam mais de R$ 1.000 com terapias; o acesso ocorre muitas vezes via planos de saúde, e as regiões Norte e Nordeste utilizam mais o Sistema Único de Saúde.
  • O governo federal informou investimento de R$ 83 milhões para ampliar a assistência a pessoas com TEA, com 59 novos serviços, incluindo Centros Especializados em Reabilitação, oficinas ortopédicas e transporte adaptado. A estimativa do IBGE é de 2,4 milhões de pessoas com autismo no país.

A divulgação do Mapa do Autismo no Brasil, elaborado pelo Instituto Autismos, aponta que a maior parte dos cuidadores de pessoas com autismo são mulheres. A pesquisa, com 23.632 respostas, traz dados de todos os estados. O estudo será apresentado oficialmente em 9 de abril de 2026.

Em Brasília (DF), a advogada Anaiara Ribeiro, 43 anos, acompanhou a trajetória do filho João, 18, que chegou à faculdade de jornalismo. Ela se dedicou ao suporte educacional e profissional, integrando-se ao curso junto com ele.

O levantamento mostra que João recebeu o diagnóstico de autismo leve a moderado aos 8 anos, diferente da média global de diagnóstico por volta dos 4 anos. O diagnóstico precoce é apontado como fator que aumenta a eficácia de tratamentos.

Diagnóstico precoce

A presidente do Instituto Autismos ressalta que, de modo geral, a maioria das cuidadoras não está no mercado de trabalho, o que refletiria o impacto do cuidado. O estudo aponta que as famílias gastam mais de R$ 1.000 com terapias, com uso significativo de planos de saúde.

A pesquisa indica que as regiões Norte e Nordeste utilizam mais a rede pública do SUS para assistência, em relação a outras áreas do país. A estimativa do IBGE aponta 2,4 milhões de pessoas com TEA no Brasil.

Sistema público

O governo federal informou investimento de R$ 83 milhões para ampliar a assistência a pessoas com TEA. Serão habilitados 59 novos serviços, incluindo Centros Especializados em Reabilitação, oficinas ortopédicas e transporte adaptado, com portarias assinadas em 2 de abril de 2026.

O Ministério da Saúde afirma que a rede de atendimento no SUS está sendo estruturada para abranger desde a identificação precoce na atenção primária até o atendimento multidisciplinar. A ideia é ampliar direitos e inclusão.

Recomendações e direitos

Especialistas devem apresentar recomendações para melhorar o atendimento a estados e municípios. A sensibilização sobre o autismo cresce no Brasil, com base em dados oficiais. O diagnóstico precoce facilita acesso a direitos, como benefícios sociais e inclusão educativa.

Anaiara afirma que a trajetória familiar pode incluir conquistas de inclusão, como acessos e descontos em atividades de lazer. Ela também relata reconstrução familiar após o divórcio, fortalecendo vínculos com João.

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