- A Europa investe em robôs humanoides para competir globalmente, com a Hexagon testando o humanoide Aeon em clientes industriais, incluindo a BMW.
- A startup alemã Neura Robotics captou cerca de € 1 bilhão de investidores, incluindo Amazon e Qualcomm, avaliando a empresa em cerca de € 4 bilhões.
- Bosch e Schaeffler impulsionam investimentos e parcerias para fornecer peças e pilotar projetos com humanoides, visando participação de mercado até 2035.
- Na Alemanha, o Aeon da Hexagon é treinado na fábrica da BMW de Leipzig para montagem de baterias de alta tensão, com implantação prevista ainda neste ano; a BMW também testa humanoides da Figure AI.
- A China acelera o ritmo, abrigando cerca de 150 empresas de robótica humanoide, com foco em escala industrial; analistas avaliam potencial de crescimento significativo até 2035, apesar de desafios técnicos persistirem.
A Europa aposta em robôs humanoides para manter a liderança tecnológica. A Hexagon, da Suécia, desenvolve o humanoide Aeon, já em testes com clientes industriais como a BMW. A empresa mira comercialização plena até 2026, com expectativa de amplo alcance até 2030.
A Neura Robotics, da Alemanha, captou cerca de € 1 bilhão com investidores como Amazon e Qualcomm, avaliando a startup em cerca de € 4 bilhões. Fabricantes europeus de peças, como Schaeffler e Bosch, também investem no setor de humanoides.
O mercado de IA e robótica humanoide depende de parcerias industriais para reduzir custos e alcançar escala, ainda que haja desafios de navegação, equilíbrio e uso em ambientes imprevisíveis. As previsões oficiais apontam para forte crescimento até a próxima década.
Cenário atual
Na prática, a tecnologia compartilha componentes comuns com carros elétricos, incluindo baterias, motores e sensores IA. A aposta europeia busca mitigar a queda de pedidos na indústria automotiva, diante de tarifas e demanda instável.
Na arena global, a Tesla e a Hyundai lideram a corrida, com a Hyundai já integrando a empresa de robótica Boston Dynamics após aquisição. Em contraste, a China concentra milhares de empresas do ramo, com avanços rápidos em escala.
A Hexagon desenvolve pilotos com clientes, incluindo a Pilatus Aircraft, e planeja ampliar seu parque de Aeon para atender montagem de baterias e movimentação entre etapas de linha. A BMW testa outros sistemas em Leipzig e Spartanburg.
Perspectivas
Especialistas ressaltam que a adoção em larga escala deve levar anos, com cenários de muitos ajustes e períodos de teste. A indústria aponta para a necessidade de manter custos de manutenção sob controle para viabilizar o negócio.
As fabricantes destacam que o impulso não depende apenas de tecnologia, mas de eficiência energética, integração em fábricas e treinamento de equipes. O avanço global tende a se fragmentar por região e estratégia nacional.
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