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Artemis 2 atinge recorde de distância entre missão tripulada e Terra

Orion atinge distância recorde de 400.171 km, tornando Artemis II a missão tripulada mais distante da Terra e validando sistemas para futuras missões à Lua

A distância equivale a mais de 10 voltas completas ao redor da Terra –40.075 km por volta– ou cerca de 90 vezes a extensão territorial do Brasil de norte a sul (4.300 km); na imagem, a terra vista da espaçonave Orion
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  • A missão Artemis 2, da Nasa, atingiu 400.171 km da Terra às 14h56 de 6 de abril de 2026, tornando a nave tripulada mais distante já registrada, superando Apollo 13.
  • O objetivo foi testar sistemas críticos em espaço profundo, com duração de cerca de dez dias, incluindo suporte à vida, comunicação, propulsão e segurança em radiação e microgravidade.
  • A trajetória em formato de oito alongado levou a Orion a sobrevoar o lado oculto da Lua, alcançando distância máxima de aproximadamente 406.600 km da Terra.
  • A missão realiza observações geológicas da superfície lunar e experimentos científicos, como órgãos em chip para estudar os efeitos da radiação na medula óssea.
  • Mesmo sem pouso, Artemis 2 valida sistemas para Artemis 3, que levará astronautas de volta à superfície lunar pela primeira vez desde 1972, com retorno previsto em cerca de dez dias.

A missão Artemis 2 da Nasa atingiu um marco histórico nesta segunda-feira (6 abr 2026). Às 14h56, a espaçonave Orion tornou-se a nave tripulada mais distante da Terra já registrada, alcançando 400.171 km. O feito supera o recorde da Apollo 13, de 1970.

Quatro astronautas seguem a bordo: Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense. O voo, lançado em 1º de abril no Centro Espacial Kennedy, tem duração prevista de cerca de 10 dias e visa testar sistemas críticos em espaço profundo.

A estrela do percurso é uma trajetória em formato de 8, que levou a Orion a sobrevoar o lado oculto da Lua e alcançar distâncias superiores a 400 mil km. O objetivo é validar suporte à vida, comunicação, propulsão e segurança sob radiação e microgravidade para missões futuras.

Em relação aos eventos, a nave iniciou observações da superfície lunar pouco após o registro do recorde. Entre as atividades, estão mapeamento geológico, crateras e regiões polares, além de experimentos científicos, incluindo estudos com órgãos em chip para radiação.

A Artemis 2 não pousa na Lua nesta missão, mas valida sistemas a grande distância da Terra. Dados sobre radiação, navegação e operações de pilotagem devem servir de base para a Artemis 3, projetada para retornar astronautas à superfície lunar.

Trajetória, segurança e próximos passos

A curva de retorno envolve sobrevoo próximo ao lado oculto da Lua, com correções de curso para ameriçar no Pacífico. A gravidade Terra-Lua atua como estilingue, permitindo a distância recorde sem depender de pouso lunar.

Ao final do sobrevoo, a Orion retorna à Terra com o reentrada prevista para o Oceano Pacífico. A missão confirma a capacidade de operar em espaço profundo, abrindo caminho para futuras missões lunares com presença humana prolongada.

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