- Artemis 2 passará pela Lua na segunda-feira, 6 abr. 2026, com sobrevoo previsto entre 15h45 e 22h20; não haverá pouso.
- A tripulação é formada por quatro astronautas: Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, embarcados na Orion que saiu do Centro Espacial Kennedy.
- A missão começa com aproximadamente 23 horas em órbita terrestre elevada, chegando a cerca de 71.500 quilômetros de altitude para checagem de sistemas.
- No segundo dia, ocorre a injeção translunar (TLI) para uma viagem de quatro dias até a Lua, usando uma trajetória de retorno livre.
- Durante a aproximação, a Orion terá apagão de comunicação de 30 a 50 minutos ao atravessar o lado oculto da Lua, chegando a até 406.600 quilômetros da Terra; a reentrada ocorre a 40 mil quilômetros por hora, com escudo a 1.650 graus Celsius, e pouso no oceano Pacífico.
A Artemis 2, missão tripulada da Nasa, lançada em 1º de abril de 2026, envolve a cápsula Orion com quatro astronautas a bordo. O objetivo é sobrevoar a Lua e retornar à Terra em cerca de 10 dias, sem pouso na superfície lunar.
O lançamento ocorreu no Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Comandante: Reid Wiseman; piloto: Victor Glover; especialista em missão: Christina Koch; representante da Agência Espacial Canadense: Jeremy Hansen. A operação é a primeira desde 1972 a levar humanos ao espaço profundo.
A passagem pela Lua está prevista para 6 de abril, com sobrevoo de cerca de 6 a 6,5 mil km da superfície. O momento mais próximo deve ocorrer às 20h02, sem pouso, já que o módulo de pouso ainda está em desenvolvimento.
Fase inicial em órbita terrestre
Após o lançamento, a Orion foi colocada em órbita elíptica elevada (HEO) ao redor da Terra, com duração de aproximadamente 23 horas. A altitude máxima alcançada fica em torno de 71.500 km. A missão verifica sistemas de suporte à vida e de comunicação.
Durante essa fase ocorreu a Demonstração de Operações de Proximidade, quando a tripulação manobrou a Orion ao redor do ICPS, simulando acoplamento e aproximação para futuras etapas do programa Artemis.
Retorno translunar e trajetória
No segundo dia, a Orion realizou a queima de Injeção Translunar (TLI) para sair da influência terrestre. A nave seguiu uma trajetória de retorno livre em formato de 8, mantendo a distância da Lua para aporte de energia.
Caso haja falha no propulsor após a TLI, a configuração permite que a gravidade Terra-Lua guie o veículo de volta à atmosfera sem novas manobras, segundo a NASA.
Apagão de comunicação e alcance
Durante o percurso, a aproximação pela face oculta da Lua causa blackout de 30 a 50 minutos, interrompendo sinais com a Terra. A missão deve estabelecer a maior distância já alcançada por um voo tripulado: aproximadamente 406.600 km.
Ao retornar, a cápsula se aproxima da Terra com a traseira descartada, entra na atmosfera a cerca de 40.000 km/h e suporta temperaturas de até 1.650 °C no escudo térmico. O pouso ocorre por paraquedas no oceano Pacífico.
Rotina, ciência e operação
Durante os quatro dias de retorno, a tripulação realiza exercícios diários para mitigar efeitos da microgravidade, mantendo a saúde óssea e muscular. A Orion opera em espaço equivalente ao interior de duas vans, com equipamentos adaptados.
O resgate do veículo é coordenado pela Marinha dos EUA e por equipes da Nasa, assegurando o pouso controlado na água. A Artemis 2 marca o primeiro voo tripulado do programa lunar desde 1972, com retorno previsto em torno de 10 dias.
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