- O Plano ABC (agricultura de baixo carbono) atingiu 54 milhões de hectares entre 2010 e 2020, 52% acima da meta de 35,5 milhões, e mira 72,68 milhões de hectares entre 2020 e 2030 com tecnologias como recuperação de pastagens, plantio direto, sistemas integrados, florestas plantadas, bioinsumos e irrigação.
- A linha de crédito do Plano ABC financiou 32,27 bilhões de reais para adoção de tecnologias de baixo carbono, em 38,3 mil contratos.
- A agricultura de baixo carbono busca reduzir emissões sem prejudicar a produtividade, mantendo carbono no solo e, em alguns casos, sequestrando carbono. O plantio direto já está presente em cerca de setenta por cento das áreas agrícolas, segundo a Embrapa.
- A soja é destaque nesse movimento, com práticas conservacionistas e uso de fixação biológica de nitrogênio, contribuindo para redução de fertilizantes químicos e para o sequestro de carbono; o plantio direto também coopera para o carbono.
- Segundo pesquisadores, é possível ampliar a produção sem desmatamento, aproveitando áreas já abertas, como pastagens degradadas, e aumentando a produtividade para evitar novas áreas abertas. Entre 1990 e 2025, cerca de cinquenta milhões de hectares deixaram de ser incorporados à produção.
A agricultura de baixo carbono avança no Brasil com o Plano ABC, que reúne metas de redução de emissões e adoção de tecnologias sustentáveis. De 2010 a 2020, o programa atingiu 54 milhões de hectares, superando em 52% a meta de 35,5 milhões. A segunda fase mira 72,68 milhões de hectares entre 2020 e 2030.
A iniciativa envolve práticas como recuperação de pastagens degradadas, plantio direto, sistemas integrados, florestas plantadas, bioinsumos e irrigação. O objetivo é reduzir gases de efeito estufa sem comprometer a produtividade, ampliando a eficiência no campo.
Um dos instrumentos mais visíveis é a linha de crédito específica para apoiar a adoção de tecnologias de baixo carbono. No primeiro decênio, o Programa ABC liberou 32,27 bilhões de reais em financiamento por meio de 38,3 mil contratos.
O ABC funciona como estratégia nacional que orienta metas de redução de emissões e de adoção de tecnologias de baixa emissão. Além de apoiar políticas agrícolas, o programa oferece incentivos financeiros aos produtores.
Segundo o chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno, a agricultura brasileira passa a ser parte da solução climática. Ele afirma que a produção sustentada por tecnologias evita perder áreas, mantendo o equilíbrio entre produtividade e responsabilidade ambiental.
Como funciona a abordagem, a ideia central é reduzir emissões mantendo ou elevando a eficiência produtiva. Entre as ações estão o manejo de carbono no solo e a aplicação de técnicas que sequestram carbono da atmosfera.
Dados da Embrapa Soja apontam ganho de produtividade aliado à redução de emissões. Entre 1990 e 2025, estimativas indicam que cerca de 50 milhões de hectares não entraram em uso agrícola graças à elevação de produtividade.
Destaque para a soja, que representa parcela significativa da produção nacional. A cultura avança com práticas conservacionistas e uso de fixação biológica de nitrogênio, reduzindo fertilizantes químicos.
A soja de baixo carbono utiliza plantio direto e outras tecnologias que reduzem o impacto por unidade de produção. Em áreas específicas, o sequestro de carbono pode alcançar quase 3 toneladas de CO2 equivalente por hectare por ano.
Especialistas destacam o potencial de ampliar a produção sem desmatamento, aproveitando áreas já abertas, como pastagens degradadas. O Brasil pode ampliar a produção mantendo a conservação de florestas.
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