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Clareira única na África Central atrai elefantes das florestas densas

Dzanga Bai reúne centenas de elefantes da floresta, oferecendo dados in loco para pesquisa, mas o turismo avança apenas com melhoria de acesso e segurança

“For mothers and young elephants, Dzanga Bai becomes something of a playground and a very safe place,” says Yvonne Kienast, project manager and head researcher of the Dzanga Forest Elephant Project. Image by Rhett A. Butler/Mongabay.
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  • Dzanga Bai, clareira no Parque Nacional Dzanga-Sangha, na República Centro-Africana, atrai centenas de elefantes-da-floresta, permitindo observar comportamento, interações sociais e dinâmicas familiares em ambiente aberto.
  • O solo rico em minerais e poços rasos atraem elefantes e outros animais, como bongos e búfalos-da-floresta, tornando o local um polo ecológico e cenário útil para pesquisas de longo prazo.
  • Em picos de movimento, o número de elefantes já chegou a duzentos e onze em dezembro do ano passado; em um único momento, podem aparecer entre duzentos, 140 e 150 animais.
  • O turismo cresce na região, com cerca de oitocentos visitantes em 2025; o acesso difícil, infraestrutura limitada e percepções de insegurança limitam o crescimento, embora haja fluxo de visitantes de países vizinhos.
  • O estudo envolve participação local, capacitação de pesquisadores da região e uso sustentável do espaço, buscando fortalecer o conhecimento local e a gestão da área de forma participativa.

BAYANGA, República Centro-Africana — Dzanga Bai, uma clareira de floresta no Parque Nacional Dzanga-Sangha, atrai elefantes da floresta para observar comportamento, interações sociais e dinâmica familiar em ambiente aberto. O local é alimentado por solo mineral e poços rasos que concentram animais e outras espécies.

Aglomerados de elefantes aparecem em números elevados, chegando a centenas em alguns momentos. Pesquisadores destacam que a clareira permite contagens consistentes, diferentes do que ocorre em outras áreas onde os animais são mais discretos.

Em média, profissionais estimam que centenas de elefantes podem ser vistos de forma recorrente, com picos anuais reportados na casa de mais de duzentos indivíduos em momentos específicos. O recorte da clareira revela padrões de ingresso, permanência e retorno.

Além dos elefantes, a área recebe bongos, búfalos-do-sertão e porcos-espinhos gigantes, com rara aparição de sitatungas. A presença dessas espécies amplia o valor ecológico do sítio para pesquisas de longo prazo.

Atração turística em expansão

Para guias locais e operadores, Dzanga Bai tem impulsionado um crescimento no turismo. Visitantes relatam observar elefantes em grupos familiares com mais regularidade do que em outras regiões, o que atrai visitantes de países vizinhos na região.

Segundo o DSPA, o número de visitantes aumentou no ano de 2025, com registros próximos de 800 turistas. A infraestrutura precária do acesso e a percepção de insegurança limitam o fluxo, mantendo um modelo de turismo de baixo impacto.

O acesso a Bayanga, cidade-base, pode exigir dias de viagem por estrada desde Bangui, dependendo das condições. O controle de lotes de visitantes é comum para preservar o ecossistema e reduzir impactos.

Desafios locais e futuros

Grupos locais, como Ba’aka, participam da gestão do parque com apoio de organizações como a WWF, que mantém mecanismos de queixa em centros de direitos humanos da região. A integração do conhecimento tradicional à monitorização científica é tema de debate entre pesquisadores.

A pesquisadora Yvonne Kienast enfatiza que Dzanga Bai oferece insights sobre uma espécie ainda pouco compreendida, com descobertas que vão além do turismo. A capacitação de pesquisadores locais é prioridade para garantir sustentabilidade a longo prazo.

Por ora, a clareira continua sendo um ponto de referência para observar a vida social dos elefantes, incluindo rituais de saudação, momentos de alimentação e deslocamento entre a clareira e a floresta. Dzanga Bai permanece como um marco de conservação na região.

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