- A missão Artemis II da Nasa deve observar o lado distante da Lua durante um sobrevoo de cerca de seis horas.
- A tripulação é composta por quatro astronautas — três americanos e um canadense — que partiram de Cabo Canaveral, no dia primeiro de abril, em uma missão de quase dez dias.
- Será a primeira vez que humanos veem o lado oposto da Lua a olho nu, ultrapassando a distância máxima alcançada pela Apollo treze, de cerca de 400 mil quilômetros da Terra.
- No ponto de maior aproximação, a distância até a Lua será de seis mil quinhentos e cinquenta quilômetros.
- O retorno deve ocorrer em quatro dias, com a cápsula buscando a reentrada no Pacífico, próximo de San Diego, em 10 de abril, após contato por rádio com a Estação Espacial Internacional.
O programa Artemis II da NASA deverá permitir, na próxima segunda-feira, o vislumbre inédito da face distante da Lua a olho nu. Quatro astronautas a bordo da Orion realizarão um sobrevoo de cerca de seis horas, retornando ao espaço próximo da Terra. A missão parte de Kennedy Space Center, na Flórida, iniciada em 1º de abril, com o objetivo de registrar pela primeira vez esse lado lunar e avançar no conceito de base lunar.
A tripulação é formada por três americanos e um canadense. Eles não orbitam nem pousam na Lua nesta etapa, mas percorrem uma trajetória em forma de oito que se aproxima da Lua sem aterrisagem, chegando a distâncias a partir de cerca de 6.550 quilômetros do astro. O feito buscará ampliar o registro de distâncias já alcançadas por missões Apollo.
Entre os objetivos, está a captação de imagens do lado invisível, com pares de astronautas alternando as câmeras durante o sobrevoo. O ponto mais próximo ocorrerá com a Lua alinhando-se entre a Terra e o Sol, o que reduz a iluminação de áreas específicas do lado distante, conforme a equipe da missão observa.
Especialistas da Nasa destacam que o sobrevoo é parte de um caminho de exploração que visa futuras instalações lunares com landers, rovers, drones e habitats. O histórico é marcado por Apollo 13, cuja trajetória quase terminou de forma trágica, mas resultou numa das maiores lições de retorno seguro.
Ao encerrar o sobrevoo, a Orion seguirá para o retorno à Terra, com a expectativa de aterrissar no Pacífico, próximo a San Diego, em 10 de abril. Durante o retorno, a equipe manterá contato por rádio com a Estação Espacial Internacional para atualizações técnicas entre missões.
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