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O árduo papel de conservacionistas em um mundo que se opõe à natureza

Conservationistas enfrentam condições de trabalho exaustivas e impacto mental; ações buscam cuidar de equipes e tornar o setor mais sustentável

Starting out as a terrestrial ecologist and environmental educator, Jessie Panazzolo is a proud carer of people who care for Mother Earth. In 2019, she founded the global community, Lonely Conservationists, a pioneering platform that provides resources, advocacy, and a voice to budding and burnt-out environmentalists.
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  • Jessie Panazzolo, defensora da conservação, afirma que é raro encontrar uma trajetória profissional estável e bem remunerada no setor.
  • Ela já foi demitida por ficar doente duas vezes e já enfrentou situações perigosas, como árvores derrubadas por orangutans.
  • Panazzolo criou a Lonely Conservationists e a Earth Carer Care para oferecer recursos, apoio e oficinas a ONGs e equipes, visando melhores condições de trabalho e cuidado com a saúde mental.

•, dado o contexto global de conflitos, degradação da biodiversidade e condições de vida, muitos conservacionistas precisam ajustar expectativas e aceitar metas mais realistas, como tornar o mundo mais habitável.

  • Ela ressalta ceticismo sobre sustentar o trabalho em tempo integral apenas com essas iniciativas, citando dependência de contratos de curto prazo e modelos que nem sempre favorecem carreiras duradouras.

Jessie Panazzolo, ativista e líder de iniciativas voltadas à conservação, relata a dificuldade de manter uma carreira estável no setor. Sua história ilustra o que muitos profissionais enfrentam: condições exigentes, salário inadequado e um mercado de trabalho precarizado.

Panazzolo, conhecida por fundar The Lonely Conservationists e Earth Carer Care, descreve uma realidade de alto desgaste mental. Ela trabalha para oferecer recursos e oficinas que melhorem as condições de trabalho em organizações ambientais, buscando apoio para equipes e para quem está na linha de frente da conservação.

Ela compartilha que foi demitida por motivos de saúde em duas ocasiões e já lidou com situações de risco no campo, como interações com animais. Mesmo diante disso, mantém o foco em oferecer suporte e em promover mudanças estruturais no setor.

Contexto e iniciativas

A líder ressalta que o objetivo das ações é ampliar o cuidado com quem trabalha pela conservação. Em suas oficinas com ONGs, busca fortalecer práticas de bem-estar, resiliência e apoio mútuo entre as equipes.

Embora haja feedback positivo de algumas organizações, Panazzolo observa resistência de outros atores. Ela acredita que a sustentabilidade de sua atuação depende de mudanças maiores no mercado, incluindo a criação de posições estáveis e contratos de longo prazo.

Desafios do setor e perspectivas

Segundo Panazzolo, o setor tem enfrentado um conjunto de desafios globais, como conflitos, autoritarismo e degradação da biodiversidade. Esses fatores dificultam a recuperação de trajetórias de conservação com esperanças de grande impacto.

A conservacionista também aponta que a pressão de buscar resultados rápidos pode comprometer o bem-estar dos profissionais. Ela defende uma abordagem mais pausada, com foco local e na construção de redes de apoio.

Panazzolo afirma que, mesmo diante de dificuldades, é possível encontrar senso de pertencimento na prática local da conservação. Ela incentiva profissionais a valorizarem o cuidado com a si mesmos e com a comunidade, para manter a continuidade do trabalho.

Aos interessados em participar de iniciativas de Earth Carer Care, Panazzolo mantém o foco em ampliar recursos e workshops voltados a organizações ambientais. O objetivo é promover ambientes de trabalho mais saudáveis e duradouros no setor.

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