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Guerra contra o Irã atrapalha esforços para salvar o guepardo asiático

Guerra no Irã interrompe monitoramento, reduz financiamento e aumenta fragilidade do guepardo asiático, com menos de trinta indivíduos na natureza

Kushki (male) is one of the last surviving Asiatic cheetahs in northeastern Iran’s Miandasht Wildlife Refuge. Image by Ehsan Kamali / Tasnim News Agency via Wikimedia Commons (CC BY 4.0).
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  • A cheetah asiática está em risco crítico no Irã, com menos de trinta indivíduos na natureza, piorando devido à guerra.
  • Antes do conflito, houve notícia rara: uma fêmea foi avistada com cinco filhotes em North Khorasan; a população viva já somava cerca de vinte e sete animais no país.
  • Conservação no Irã enfrentou décadas de instabilidade desde a Revolução de 1979, guerras e sanções ocidentais que atrasaram ou impediram financiamentos e apoio internacional.
  • Riscos atuais incluem redução de presas, habitats fragmentados, estradas perigosas e baixa diversidade genética, que comprometem a sobrevivência da subespécie.
  • Monitoramento por câmeras e, principalmente, coleiras de GPS são fundamentais, mas restrições de guerra dificultam o trabalho de ONGs e pesquisadores e ampliam os riscos.

O Iraque está em guerra desde fevereiro de 2026, e a proteção aos guepardos asiáticos do Irã ganha destaque internacional. As autoridades iranianas mantêm o status de espécie protegida desde 1959, mas conflitos recentes colocam em risco a sobrevivência da subespécie, com menos de 30 indivíduos no país.

Antes do conflito, houve avanços moderados: uma fêmea foi flagrada com cinco filhotes no norte de Khorasan, marca inédita desde que se registraram irmãos. Ao todo, o contingente selvagem passou de 20 para 27 animais, segundo fontes oficiais iranianas, que associam os números a indivíduos já identificados e monitorados.

O cenário da espécie no país

A espécie, Acinonyx jubatus venaticus, já ocupou vastas áreas da Ásia Central e do sul, mas hoje resulta de 16% de seu território anterior, restrita ao Irã. A IUCN classifica o subgrupo como criticamente ameaçado, com vigilância de pesquisadores para identificar movimentos e padrões de contato com humanos.

A proteção do guepardo no Irã enfrentou décadas de turbulência política. A Revolução de 1979 e a Guerra Iran-Iraque contribuíram para anos de descuido, agravados por sanções ocidentais que dificultam financiamentos e cooperação internacional, segundo estudos recentes.

Impactos da guerra na conservação

Condições de combate dificultam o acesso a áreas protegidas e hindem o monitoramento contínuo, com interrupções em campanhas de campo, instalação de armadilhas fotográficas e levantamentos de dados. Organizações não governamentais enfrentam cortes de comunicação e restrições de trabalho.

Conservacionistas alertam que a menor presença no terreno aumenta o risco de mortalidade por atropelamento, conflitos com pessoas e contrabando de animais, especialmente em habitats remotos e áridos, como o Dasht-e Kavir.

Tecnologias e estratégias de proteção

Especialistas defendem o uso de colares com GPS para mapear movimentos e identificar áreas de maior uso de habitat, complemento essencial às câmeras de armadilha. A implementação de infraestrutura que facilita a passagem de animais, como passagens subterrâneas, também é destacada como medida prioritária.

Entretanto, restrições de importação de tecnologia e controle de informações limitam o avanço dessas ferramentas, deixando a coleta de dados mais vulnerável em meio ao conflito.

Perspectivas e dilemas futuros

Os defensores da espécie ressaltam que a conservação precisa de soluções em campo, articulando manejo da presa, proteção de corredores naturais e engajamento de comunidades locais. A escassez de presas e o risco de alterações climáticas agravam o cenário.

Especialistas observam que, sem continuidade de financiamento e apoio institucional, a recuperação pode ficar ainda mais lenta após o fim do conflito. Instituições internacionais destacam a urgência de manter a proteção apesar das prioridades emergenciais do país.

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