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Tontura: causas comuns e quando procurar um médico

Tontura é comum; causas vão de neurite vestibular a VPPB, com maior prevalência entre mulheres e idosos. Sinais graves exigem avaliação imediata

Tontura: veja as causas e quando procurar um médico
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  • Tontura é desorientação espacial, enquanto a vertigem é a sensação de movimento; é um tema comum no Brasil e pode afetar a rotina.
  • Um estudo em São Paulo, em dois mil e doze, mostrou prevalência de quarenta e dois por cento entre adultos, com maior incidência em mulheres e idosos; vinte e sete por cento relatam impacto nas atividades diárias.
  • Causas comuns incluem neurite vestibular, vertigem posicional paroxística benigna (VPPB), enxaqueca vestibular e alterações metabólicas; estresse, ansiedade, sedentarismo, uso excessivo de tecnologia e sequelas da covid-19 também aparecem como gatilhos.
  • Sinais de alerta: tontura súbita e intensa com dificuldade para falar, engolir ou andar, perda de força, visão dupla, dor no peito ou desmaios requerem avaliação médica imediata.
  • O diagnóstico é principalmente clínico; o tratamento depende da causa, com muitas vezes mudanças de hábitos sendo suficientes, e, no caso da VPPB, manobras simples costumam resolver; para a prevenção, adote alimentação balanceada, boa hidratação, sono regular, prática de exercícios e manejo do estresse.

Sensação de cabeça leve, desequilíbrio e até sensação de que tudo gira são queixas comuns nos consultórios. A tontura é um termo amplo: admite desorientação espacial; a vertigem descreve movimento percebido, mesmo em repouso.

No Brasil, a tontura é mais frequente do que se imagina. Em estudo de 2012 com adultos na cidade de São Paulo, 42% relataram tontura; 27% disseram ter impacto nas atividades diárias e menos da metade buscou atendimento médico.

O envelhecimento natural do sistema vestibular e doenças associadas elevam a presença em idosos; fatores hormonais influenciam mulheres. Mudanças no estilo de vida também ajudam a explicar o aumento

Causas comuns

Na prática clínica, o uso de telas, estresse, ansiedade, sedentarismo e sequelas da covid-19 aparecem entre os principais gatilhos. Entre as causas frequentes estão neurite vestibular, VPPB e enxaqueca vestibular.

A exposição excessiva a telas pode causar fadiga ocular, prejudicar a integração entre visão e equilíbrio e favorecer má postura e inatividade física.

Sinais de alerta

A maioria dos episódios não é grave, mas alguns sinais exigem avaliação imediata: tontura súbita, fala ou deglutição prejudicadas, fraqueza, visão dupla, dor no peito ou na cabeça, desmaio.

O diagnóstico é clínico, com histórico, exame físico e, se necessário, exames complementares. O tratamento varia conforme a causa; mudanças de hábitos costumam resolver boa parte dos casos, especialmente na VPPB.

Prevenção e cuidados

Prevenir envolve alimentação equilibrada, hidratação, sono regular, atividade física e manejo do estresse. Evite jejum prolongado, consumo excessivo de álcool e cafeína, além de ficar muito tempo sem descanso ocular.

Quando os sintomas persistem ou se repetem, recomenda-se avaliação especializada. Ouvir o corpo e buscar acompanhamento médico ajuda a evitar complicações e melhorar a qualidade de vida.

Por Aline Telles

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