- Produtos peptídicos injetáveis para uso estético não têm aval da Anvisa e são comercializados ilegalmente pelas redes sociais.
- A reportagem investigou a venda pelo aplicativo de mensagens, com ampola de 80 mg oferecida por R$ 750 sem necessidade de receita médica.
- A versão injetável de componentes usados em cremes, embora popular, não tem aprovação no Brasil.
- Especialistas alertam para riscos graves à saúde, como problemas renais e cardíacos, em uso inadequado.
- Em clínicas autorizadas pela Anvisa, procedimentos seguem técnicas menos invasivas sob supervisão profissional; para verificar autorização, consulte o site da Anvisa.
A comercialização de peptídeos injetáveis para tratamentos estéticos ganhou notoriedade após uma investigação do Jornal da Record. Produtos não autorizados pela Anvisa foram apresentados como opções de rejuvenescimento em redes sociais e aplicativos de mensagens, sem respaldo científico. A operação revelou um mercado clandestino atuando sem supervisão médica.
Durante a apuração, uma ampola com 80 mg de peptídeo foi oferecida a R$ 750, sem necessidade de receita. O composto, geralmente utilizado em cremes aprovados, não possui autorização para uso injetável no Brasil. Especialistas alertam para riscos graves à saúde, incluindo alterações renais e cardíacas, quando aplicado sem controle profissional.
Contexto e riscos
A prática envolve venda ilegal de substâncias que, na forma injetável, exige indicado médico e supervisão técnica. Em clínicas credenciadas pela Anvisa, procedimentos são realizados com técnicas menos invasivas, sob orientação de profissionais, reduzindo chances de infecção e complicações. A consulta sobre a autorização de qualquer produto pode ser feita no site da Anvisa, pelo nome ou pelo princípio ativo.
Como verificar a autorização
Especialistas reforçam a necessidade de verificação de credenciais antes do uso de qualquer peptídeo. O portal da Anvisa permite checagem de registro e de supervisão de importação, garantindo que o produto tenha aquiescência regulatória. A reportagem aponta que a venda online de itens sem aprovação é prática comum em algumas plataformas.
Entre na conversa da comunidade