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Presidente da AEB defende o potencial do Programa Espacial Brasileiro

Presidente da AEB diz que Brasil pode ampliar programa espacial robusto, com Alcântara fortalecendo cooperações e participação em Artemis II

Marco Antonio Chamon, presidente da AEB (Agência Espacial Brasileira)
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  • O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Chamon, afirmou em audiência na Câmara que o Brasil tem condições de desenvolver um programa espacial robusto e ampliar sua presença no setor.
  • Ele citou a participação do Brasil na missão Artemis II, da Nasa, que levou astronautas à Lua; o país participa do programa desde junho de 2021, em um esforço envolvendo cerca de sessenta nações.
  • Entre as propostas estão um satélite de pequeno porte para pesquisas na órbita da Lua e um experimento de agricultura espacial; a base de Alcântara, no Maranhão, é enfatizada pela proximidade à linha do Equador e pelos acordos de salvaguardas com os Estados Unidos desde 2019.
  • Chamon destacou o papel ambiental do Brasil e a contribuição da AEB em monitoramento do desmatamento, reforçando que o protagonismo em meio ambiente torna o setor espacial importante para o país.
  • O debate contou com o apoio do deputado André Figueiredo, que apontou o valor estratégico do espaço para desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e soberania; a cooperação também envolve Argentina e China; há investimentos em educação e formação, com o Centro Vocacional Tecnológico Aeroespacial no Rio Grande do Norte atendendo cerca de 2.000 crianças por ano.

O presidente da Agência Espacial Brasileira, Marco Antonio Chamon, afirmou na Câmara dos Deputados que o Brasil tem condições de desenvolver um programa espacial robusto. A declaração ocorreu durante audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia na quarta-feira, 8 de abril de 2026.

Chamon destacou o papel do programa para ampliar a participação do Brasil no setor espacial, citando a participação já iniciada em Artemis 2, da Nasa, que levou astronautas à Lua. Desde 2021, o país participa de um programa multilateral com cerca de 60 países.

Entre as propostas apresentadas, o presidente da AEB citou um satélite de pequeno porte para pesquisas em órbita lunar e um experimento de agricultura espacial. A ideia é ampliar a capacidade tecnológica e científica do Brasil no setor.

Ele ressaltou condições geográficas e técnicas favoráveis para um programa espacial robusto, enfatizando também o papel ambiental do país. A AEB já atua em áreas estratégicas, como o monitoramento do desmatamento.

O debate foi coordenado pelo deputado André Figueiredo, que defende o setor espacial como crucial para o desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e para a soberania nacional. A audiência buscou divulgar o Programa Espacial Brasileiro.

Base de Alcântara

Chamon ressaltou a relevância da base de lançamentos de Alcântara, Maranhão. O acordo de salvaguardas entre Brasil e Estados Unidos, firmado em 2019, trouxe maior segurança jurídica ao uso da base e aumentou o interesse internacional pela região.

Segundo o presidente da AEB, a localização próxima à linha do Equador facilita lançamentos e atrai parceiros. Ele afirmou que diversas nações têm procurado o Brasil para realizar lançamentos a partir de Alcântara, abrindo espaço para novas oportunidades econômicas no setor.

A agência também mantém cooperações com Argentina e China, ampliando o leque de parcerias estratégicas para o desenvolvimento de capacidades nacionais.

Educação e formação

A agenda educacional da AEB também ganhou destaque. No Rio Grande do Norte, o Centro Vocacional Tecnológico Aeroespacial atende aproximadamente 2.000 crianças por ano com atividades práticas.

Cursos de engenharia aeroespacial são oferecidos há 15 anos em instituições federais como ITA, UFMG, UnB, UFABC e UFSC. Existe ainda uma pós-graduação em rede com participação de universidades federais de Pernambuco, Ceará e Maranhão.

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