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Retorno de águias-douradas aos céus ingleses recebe apoio do governo

Governo britânico investe £1 milhão na reintrodução da águia dourada em Inglaterra, com consulta pública e projeto em Northumberland

Javier Sánchez/Getty Images A golden eagle flies over Scottish moorland in the rain
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  • O governo britânico anunciou apoio de £ 1 milhão para reintrodução de águia-real na Inglaterra, com início possível já no próximo ano.
  • Floresta da Inglaterra aponta Northumberland como local favorito, após estudo considerar oito áreas com clima, paisagem e baixo distúrbio para a espécie.
  • A RUN (Restoring Upland Nature) liderará o programa de três anos na Inglaterra, com período de consulta pública antes de solturas de filhotes.
  • Em oito anos, foram trazidos 28 filhotes da Escócia e de Orkney para a fronteira com a Escócia, ajudando a restabelecer a espécie na região.
  • Pesquisadores ressaltam que as águias reais podem impactar levemente o rebanho, estimando perdas de ovelhas entre 0,15% e 3% na área de caça.

O governo britânico decidiu apoiar a reintrodução do avestruz? Não, do golden eagle, entre as aves de rapina. O orçamento é de 1 milhão de libras, com início possivelmente já no próximo ano, para Inglaterra. A medida faz parte de esforços de recuperação da natureza.

O retorno da águia-real ocorreu antes de ficar restrito à fronteira com a Escócia, onde houve um projeto bem-sucedido. A Forestry England conduziu pesquisas sobre ambientes adequados e está à frente de um plano paralelo em Northumberland, no norte da Inglaterra.

Restoring Upland Nature RUN, a entidade que ajudou a reestabelecer exemplares na fronteira, liderará o programa de três anos. A iniciativa começa com consulta pública a proprietários, produtores e comunidades locais, para esclarecer impactos e benefícios.

Caminho para Northumberland e locais candidatos

Um estudo avaliou 28 locais potenciais; oito foram considerados adequados. Northumberland ficou como favorito, com opções como North Pennines, The Lakes, Yorkshire Dales, Bowland, entre outros, avaliados por clima, paisagem e possibilidade de distúrbios.

Ao longo de oito anos, 28 filhotes vindos das Highlands e das Ilhas de Orkney foram introduzidos na fronteira escocesa, com estabelecimentos bem-sucedidos. Alguns chegam a migrar para o sul, se houver apoio adicional.

O projeto em England traz 1 milhão de libras para os próximos três anos e prevê início com a consulta pública. Dr Cat Barlow, CEO da RUN, afirma que a ação envolve também a participação de pessoas em iniciativas de recuperação ambiental mais amplas.

Profissionais do meio agropecuário ressaltam a necessidade de engajamento prolongado, dada a sazonalidade das atividades rurais. A cooperação com fazendeiros é vista como essencial para o sucesso.

O estudo aponta que, se houver reintrodução, o impacto sobre perdas de cordeiros deve ficar entre 0,15% e 3% na área de atuação, com predadores em equilíbrio natural dentro do ecossistema.

Professores e especialistas destacam que mudar percepções é desafiador, mas casos da Escócia mostram que o diálogo com comunidades locais pode aumentar o apoio. A participação de estâncias de caça é citada como exemplo de cooperação.

Para evitar conflitos, o governo mantém em sigilo a localização exata das áreas onde as aves devem ser lançadas em Northumberland, visando a segurança dos exemplares.

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