- A NASA quer colocar reatores nucleares na superfície da Lua até 2030, por meio do projeto Fission Surface Power.
- O plano prevê lançar um reator de potência média em órbita até 2028, com capacidade de 40 a 100 kilowatts.
- O projeto envolve parcerias com o Departamento de Energia dos EUA e o Departamento de Defesa, com diretrizes já divulgadas pelo Office of Science and Technology Policy (OSTP).
- A energia nuclear é vista como solução para ventilar limitação da energia solar, especialmente pela longa noite lunar de cerca de 14 dias e regiões permanentemente sombreadas.
- O sistema deverá operar de forma autônoma, escalável e modular, para sustentar habitação, laboratórios e equipamentos de extração de recursos, além de servir como base de testes para futuras missões a Marte.
A Nasa planeja levar reatores nucleares à superfície da Lua, rompendo com a dependência exclusiva de energia solar. A iniciativa faz parte do Fission Surface Power Project, com o objetivo de operar entre 40 e 100 kilowatts de eletricidade para sustentar habitats, laboratórios e equipamentos de extração de recursos por anos. A mudança ocorre diante de limitações do solar em presença lunar constante.
A ideia envolve colaboração entre a Nasa, o Departamento de Energia dos EUA e o Departamento de Defesa. O Escritório de Ciência, Tecnologia e Política da Casa Branca já divulgou diretrizes para que agências federais elaborem um roteiro para o desenvolvimento de tecnologia nuclear espacial. A Nasa vê o projeto como caminho para presença humana permanente no espaço.
A Artemis II, próxima missão tripulada, já levou astronautas a bordo, como Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen, em uma prova de conceito de exploração lunar. Enquanto o projeto nuclear ainda está em fases de planejamento, o objetivo é iniciar a montagem e testes no espaço e na superfície até 2030.
Por que a energia solar não é suficiente
A energia solar enfrenta limites importantes para missões de longa duração. As noites lunares duram cerca de 14 dias terrestres, quandoPainéis não recebem luz e baterias não suportam toda a base. O dependência de energia solar também dificulta o acesso a regiões permanentemente sombreadas, como o polo sul lunar.
Em contrapartida, reatores nucleares proporcionariam energia contínua por anos, independentemente de clima, iluminação ou localização. A propulsão elétrica nuclear pode viabilizar missões complexas de longa duração sem esgotar o combustível, ampliando as possibilidades de exploração.
O Fission Surface Power Project visa uma planta de geração autônoma, com pouca necessidade de manutenção por astronautas e arquitetura modular. A capacidade de 40-100 kW seria suficiente para manter um pequeno habitat lunar com laboratórios científicos e equipamentos de extração de recursos por tempo prolongado.
A iniciativa também busca posicionar os EUA à frente de rivais como China e Rússia no campo de tecnologia espacial. O projeto incluiria um ambiente de testes para evoluir tecnologias voltadas a futuras missões tripuladas a Marte.
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