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Telecirurgia robótica em João Pessoa é transmitida ao congresso de urologia

Prostatectomia radical robótica, com robô em João Pessoa, é transmitida ao vivo ao maior congresso de urologia oncológica, destacando a telecirurgia como inovação

Portal Correio
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  • Telecirurgia robótica apresentada em João Pessoa foi transmitida ao vivo para o maior congresso de urologia oncológica do mundo, em São Paulo.
  • Foi realizada a primeira prostatectomia radical do continente com transmissão remota, no Hospital Alberto Urquiza Wanderley, com o robô em João Pessoa e consoles em João Pessoa e São Paulo, a 2.771 quilômetros de distância.
  • O procedimento durou pouco mais de duas horas, com atraso de 0,053 segundos (53 milissegundos) e utilizou internet de baixo custo; o paciente evolui bem no pós-operatório.
  • Participaram da operação a Unimed João Pessoa, a Edge Medical e o Grupo Bhio Supply; o robô utilizado foi o MP 1000, o primeiro dessa tecnologia no Sistema Unimed.
  • Especialistas destacaram o avanço da telecirurgia como diferencial para maior acesso e qualidade de cirurgia, consolidando João Pessoa como referência no país e na América.

A telecirurgia robótica realizada em João Pessoa chegou ao maior congresso de urologia oncológica do mundo. A primeira prostatectomia radical com transmissão ao vivo para o 17º Congresso Internacional de Uro-Oncologia ocorreu no WTC, em São Paulo, nesta sexta-feira (17). O procedimento uniu equipes de João Pessoa e São Paulo, a 2.771 km de distância, com robô localizado na Paraíba.

A iniciativa foi promovida pela Unimed João Pessoa, em parceria com a Edge Medical e o Grupo Bhio Supply. O paciente, um homem de 56 anos, foi operado no Hospital Alberto Urquiza Wanderley, em João Pessoa. O console remoto, em São Paulo, foi conduzido pelo cirurgião André Berger.

O robô utilizado é o MP 1000, da Edge Medical, e a equipe teve transmissão com atraso mínimo, de 53 milissegundos. A cirurgia durou pouco mais de duas horas e o paciente evolui bem no pós-operatório. A operação também marcou a consolidação da telecirurgia na prática clínica brasileira.

A equipe de cirurgia urológica foi formada por Rafael Mourato, Leandro Tavares e Artur Paludo. A anestesia ficou a cargo de Gualter Ramalho e Larissa Oliveira, residente credenciada pela SBA. A transmissão ao vivo mostrou integração entre equipes de João Pessoa e São Paulo, com apoio de conectividade de baixo custo.

Segundo especialistas, a prostatectomia robótica oferece maior precisão, menor sangramento e recuperação mais rápida. O monitor 3D ampliado e os instrumentos articulados contribuem para desfechos funcionais, como continência urinária e função erétil preservadas, quando possível.

A transmissão ocorreu durante o 17º Congresso Internacional de Uro-Oncologia, reunindo lideranças globais. O caso reforça o papel da Paraíba como centro de telecirurgia na região e amplia o debate sobre o uso da tecnologia para ampliar o acesso a procedimentos complexos.

A iniciativa já soma seis cirurgias inéditas na modalidade, segundo a Unimed João Pessoa, com o Hospital Alberto Urquiza Wanderley ganhando reconhecimento nacional como referência em telecirurgia. O sistema utilizado representa um marco para uso público e privado no Brasil.

A telecirurgia já engloba outras áreas, com históricos em João Pessoa de procedimentos cardíacos, bariátricos e ginecológicos realizados de modo remoto. Especialistas destacam o potencial de expansão e democratização do acesso a tratamentos de alta complexidade.

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