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Geração atual vive mais, porém convive com múltiplas doenças crônicas

OCDE aponta que a geração atual vive mais, porém com multimorbidade; custos com saúde sobem e produtividade fica mais baixa por causa das doenças crônicas

Documento ressalta que, apesar de décadas de esforços, as doenças não transmissíveis (DNTs) continuam a aumentar; na imagem, um teste de insulina
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  • Relatório da OCDE, divulgado em 15 de abril de 2026, indica que a geração atual vive mais, mas com múltiplas doenças crônicas.
  • De 1990 a 2023, a prevalência de câncer subiu 36%, a de doença pulmonar obstrutiva crônica 49% e a de doenças cardiovasculares mais de 27%.
  • Em 2023, uma a cada dez pessoas em países da OCDE tinha diabetes; uma em cada oito vivia com doença cardiovascular.
  • A OCDE cita três razões principais: obesidade em ascensão, melhoria das taxas de sobrevivência e envelhecimento da população.
  • Projeções indicam aumento de 31% no total de novos casos de DCNT entre 2026 e 2050 apenas pelo envelhecimento; a multimorbidade pode crescer 75% (70% na União Europeia) e a despesa per capita com saúde relacionada a DCNT pode subir mais de 50%.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou, nesta semana, um relatório sobre doenças não transmissíveis (DNTs) nos países-membros. O documento destaca que a população vive mais, porém com múltiplas enfermidades crônicas, como cardiopatias, câncer, diabetes e doenças respiratórias.

Segundo a OCDE, o ganho de longevidade não tem sido acompanhado pela redução das DNTs. A organização aponta impactos significativos na qualidade de vida, na produtividade e nos gastos com saúde, além de sugerir ações de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento eficiente.

Impacto atual e números

Entre 1990 e 2023, o relatório mostra alta na prevalência de câncer e doença pulmonar obstrutiva crônica, de 36% e 49%, respectivamente, e mais de 27% para doenças cardiovasculares. Em 2023, 1 em cada 10 pessoas tinha diabetes e 1 em cada 8 vivia com doença cardiovascular.

A OCDE aponta três razões para o aumento contínuo: o atrito entre redução de fatores de risco e o crescimento da obesidade; maior sobrevivência que amplia a demanda por cuidados; envelhecimento populacional que eleva a incidência nas faixas etárias mais afetadas.

Perspectivas futuras

O estudo alerta que, mesmo com variações estáveis de risco, sobrevivência e demografia, o número de novos casos de DCNT pode crescer 31% entre 2026 e 2050 apenas pelo envelhecimento. A multimorbidade deve avançar 75% na OCDE, e os gastos com saúde podem subir mais de 50% por pessoa.

Conclusões da OCDE

A organização reforça que reduzir obesidade, tabagismo e outros fatores de risco traz benefícios maiores do que intervenções tardias. Países que investirem em prevenção e tratamento precoce podem melhorar a qualidade de vida e aliviar pressões orçamentárias na saúde.

Este texto foi adaptado a partir de relatório da OCDE, publicado em 15 de abril de 2026, com crédito à agência Brasil.

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