- Alannah Acaq Hurley, diretora executiva das Tribos Unidas de Bristol Bay, lidera a oposição ao Pebble Mine, projeto de cobre e ouro no headwater de Bristol Bay, maior área de salmão sockeye do mundo.
- O veto da Agência de Proteção Ambiental em dois mil e vinte e três foi mantido por casos subsequentes, com apoio do Departamento de Justiça em dois mil e vinte e seis; a mineradora Northern Dynasty Minerals continua no processo judicial.
- A UTBB reuniu tribos Yup’ik, Dena’ina e Alutiiq e aliados para defender a região diante de mais de vinte pedidos de mineração em terras da bacia, buscando proteção legal e ambiental.
- A estratégia é em duas frentes: impedir Pebble e, a médio prazo, promover legislação estadual para proteger toda a bacia hidrográfica contra novas minas em terras do estado.
- O prêmio Goldman Environmental Prize de dois mil e vinte e seis destacará o trabalho coletivo e pode ampliar apoios, enquanto Hurley enfatiza que a luta pela proteção de Bristol Bay continua.
Alannah Acaq Hurley, vencedora do Goldman Environmental Prize 2026, lidera a oposição ao Pebble Mine no Bristol Bay, Alasca. O projeto prevê uma mina a céu aberto de cobre e ouro na cabeceira da maior migratória de salmão do mundo, em terras que abrigam comunidades indígenas. A luta começou no início dos anos 2000, quando a Northern Dynasty Minerals abriu direitos de exploração na região.
Hurley, atual diretora executiva da United Tribes of Bristol Bay (UTBB), coordena uma aliança entre os povos Yup’ik, Dena’ina e Alutiiq para defender a água e a ecologia local. A coalizão mostrou capacidade de mobilização frente a autoridades estaduais e federais, incluindo audiências e ações judiciais.
A vitória do EPA veto em 2023 foi crucial para a defesa do ecossistema. A vetoção foi motivada por riscos substanciais à pesca e aos habitats aquáticos da região, considerados inaceitáveis pelos especialistas. Em 2026, o Departamento de Justiça apoiou o veto durante ações judiciais em curso.
Contexto do Pebble Mine
Entre 2001 e 2026, o movimento coordenado por Hurley ganhou força ao unir tribos locais e parceiros ambientais. O objetivo é impedir o uso de água e solo para a mineração, protegendo mais de 10 milhões de hectares de áreas selvagens da bacia hidrográfica.
A UTBB planeja ampliar a proteção da região por meio de ações judiciais contínuas e de propostas legislativas estaduais. A ideia é estabelecer salvaguardas que impeçam novos decretos de mineração na bacia do Bristol Bay, além das ações já em curso contra o Pebble.
O futuro envolve defesa contínua dos recursos naturais e do modo de vida tradicional das comunidades locais. A coalizão pretende consolidar proteções permanentes, mesmo com o cenário político em mudança na administração federal e no governo estadual.
Próximos passos
Hurley afirma que o objetivo é manter Pebble sob bloqueio e, ao mesmo tempo, avançar com legislação estadual para impedir explor ações de mineração na região. A estratégia inclui consolidar alianças regionais e pressionar autoridades a reconhecer o valor do ecossistema.
O processo jurídico envolvendo Northern Dynasty Minerals deve ter continuação neste verão, com intervenções da UTBB para defender as proteções já estabelecidas. A nível comunitário, a mobilização busca garantir continuidade de subsistência, turismo de pesca e modo de vida tradicional.
A ganhadora do Goldman Prize enfatiza que a luta é coletiva e de longo prazo. A premiação amplia a visibilidade do movimento, mas não encerra o esforço: a proteção permanente da Bristol Bay depende de ações contínuas, consultas governamentais e participação comunitária.
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