- As cinco maiores hidrelétricas do mundo são: Três Gargantas (China) com 22.500 MW; Baihetan (China) com 16.000 MW; Itaipu (Brasil/Paraguai) com 14.000 MW; Belo Monte (Brasil) com 11.233 MW; e Guri (Venezuela) com 10.235 MW.
- Tucuruí (Brasil) tem 8.370 MW; Grand Coulee (EUA) 6.494 MW; Sayano-Shushenskaya (Rússia) 6.400 MW; Krasnoyarsk (Rússia) 6.000 MW; Churchill Falls (Canadá) 5.428 MW.
- China iniciou, em julho de 2025, a construção de uma gigante no rio Yarlung Zangbo, no Planalto Tibetano, com cerca de 60 GW de capacidade instalada e geração anual estimada em 300 bilhões de kWh.
- O projeto no Yarlung Zangbo prevê cinco usinas em cascata, com investimento estimado em US$ 170 bilhões e operação plena prevista para a década de 2030, mas levanta preocupações ambientais e geopolíticas.
- Usinas hidrelétricas, mesmo consideradas fontes renováveis, enfrentam críticas sobre deslocamento de populações, impactos ambientais e alterações nos cursos d’água, ainda assim são centrais para a geração de energia em larga escala.
As maiores hidrelétricas do mundo continuam a combinar grande capacidade de geração com impactos socioambientais relevantes. O ranking atual tem projetos distribuídos pela Ásia, Américas e Europa, e destaca a dependência global de grandes usinas para suprimento elétrico, controle de cheias e irrigação.
A hidrelétrica Três Gargantas, na China, ocupa o topo com 22.500 MW, seguida por Baihetan, também na China, com 16.000 MW. Itaipu, entre Brasil e Paraguai, soma 14.000 MW. Belo Monte, no Pará, tem 11.233 MW, e Guri, na Venezuela, registra 10.235 MW. Tucuruí, no Pará, aparece entre as grandes com 8.370 MW.
Grand Coulee, nos Estados Unidos, aparece com 6.494 MW; Sayano-Shushenskaya, na Rússia, possui 6.400 MW; Krasnoyarsk, também na Rússia, soma 6.000 MW. Churchill Falls, no Canadá, fecha o grupo das dez maiores, com 5.428 MW. Cada projeto atende demandas nacionais e regionais significativas.
O ranking completo e a liderança brasileira
Entre as maiores, Tucuruí soma cerca de 40 TWh por ano e representa 7% a 10% da capacidade do SIN. O reservatório ocupa aproximadamente 2.850 km² e o vertedouro tem vazão elevada. Grand Coulee gera em torno de 21 TWh anuais para EUA, com uso adicional para irrigação.
Sayano-Shushenskaya e Krasnoyarsk desempenham funções centrais na estabilidade energética da Sibéria, apesar de incidentes históricos. Krasnoyarsk envolve reservatório de cerca de 2.000 km² e impactos em áreas agrícolas, segundo avaliações técnicas.
Churchill Falls gera cerca de 34 TWh por ano, correspondendo a aproximadamente 1% da geração hidrelétrica mundial, com um dos maiores reservatórios, próximo de 6.500 km². O conjunto evidencia a diversidade de dimensões e impactos regionais dessas usinas.
O próximo gigante já em construção
Em julho de 2025, a China deu início a um projeto no rio Yarlung Zangbo, no Planalto Tibetano. A previsão é de cerca de 60 GW de capacidade instalada, quase triplicando Três Gargantas, com geração anual estimada de 300 bilhões de kWh.
O empreendimento prevê cinco usinas em cascata, com investimento de ~US$ 170 bilhões e operação prevista para a década de 2030. A grande escala depende da queda hidráulica extrema e pode transformar o panorama do setor hidrelétrico global.
Desafios e impactos
Apesar de ser fonte renovável, a hidrelétrica enfrenta críticas pela migração de comunidades, impactos ecológicos e alterações no fluxo de rios. A expansão, porém, continua a sustentar geração estável em países com amplo potencial hídrico, ao custo de debates sobre meio ambiente e direitos humanos.
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