- O Climate Prediction Center (EUA) aponta início do El Niño entre julho e agosto, com 80% de chance.
- A previsão indica que o fenômeno deve continuar na primavera e no verão, ainda com incertezas sobre intensidade e duração.
- Em Santa Catarina, Defesa Civil e Epagri monitoram riscos para a população e para a produção agrícola e pecuária diante de chuvas severas.
- Possíveis impactos no estado incluem chuva intensas, enxurradas, inundações, deslizamentos, tempestades severas, vendavais, granizo, microexplosões e tornados, principalmente na primavera (setembro a dezembro).
- Os episódios mais marcantes de El Niño que atingiram SC foram em 1982/1983, 1997/1998, 2015/2016 e 2023/2024; o último trouxe inundações no Vale do Itajaí.
A possibilidade de ocorrência do El Niño no segundo semestre preocupa o Sul do Brasil, com potencial para aumentar as chuvas e causar impactos em Santa Catarina, como enxurradas, inundações e deslizamentos. Defesa Civil e Epagri se preparam para orientar a população e setores econômicos.
O Climate Prediction Center, órgão dos Estados Unidos, aponta 80% de chance de o El Niño começar entre julho e agosto. A previsão indica continuidade da atuação durante a primavera e o verão, com 25% de probabilidade de intensidade muito forte.
Apesar da projeção, ainda há incertezas sobre a intensidade e a duração do fenômeno. A Epagri/Ciram ressalta que fatores climáticos combinados podem definir a extensão dos impactos no estado.
Por conta das possibilidades, Defesa Civil e Epagri publicaram, em abril, nota técnica com as projeções vigentes. O monitoramento permanece ativo para orientar medidas de proteção à população urbana e rural, bem como à agropecuária.
Entre os impactos previstos para Santa Catarina estão chuva intensa, aumento de enxurradas e deslizamentos, além de tempestades severas com vendaval, granizo e, possivelmente, tornados. Esses eventos devem se intensificar especialmente na primavera, entre setembro e dezembro.
A organização ressalva que o El Niño não é o único fator de eventos extremos. Condições climáticas associadas contribuem para a ocorrência de desastres naturais, exigindo vigilância contínua das autoridades.
Historicamente, os episódios de maior impacto em SC ocorreram em 1982/1983, 1997/1998, 2015/2016 e 2023/2024. O último trouxe inundações generalizadas, com destaque para o Vale do Itajaí, que registrou prejuízos significativos.
O monitoramento atual busca subsidiar ações de defesa civil, planejamento urbano, gestão de recursos hídricos e atividade agrícola. As autoridades enfatizam a necessidade de evitar deslocamentos desnecessários e seguir orientações oficiais durante eventos de tempo severo.
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