- Algumas ilhas surgem, aparecem e somem ao longo do tempo devido a fatores geológicos, atividade vulcânica, marés, ventos, correntes e abalos sísmicos.
- Um exemplo clássico é a Ilha Jeannette do Ártico, descoberta em 1881 durante a expedição norte-americana ao Ártico, e cuja existência é marcada por dúvidas de localização e geografia instável.
- A Ilha Bermeja, no Golfo do México, aparece em mapas desde o século XVI até o XIX, mas nunca foi localizada pelas expedições seguintes; em 2009 houve nova busca sem sucesso.
- Zalzala Koh, no Paquistão, surgiu após um terremoto de 7,7 graus em set/2013 e, em 2016, já havia sumido novamente, tornando-se submersa.
- Ilhas do arquipélago Ogasawara (Bonin), no Japão, são formadas por atividade vulcânica; Nishinoshima cresceu a partir de erupções em 2013 e permanece ativa.
Ao longo da história, ilhas surgem, somem e reaparecem nos mapas, sob efeito de fenômenos naturais. Fenômenos geológicos, atividade vulcânica e erros de navegação explicam parte desses enigmas que intrigam cientistas há décadas. A instabilidade envolve praias de areia, lama vulcânica e sedimentos soltos.
A Ilha Jeannette, no Ártico, é um exemplo clássico. Descoberta em 1881 pela expedição norte-americana a bordo do USS Jeannette, levou o arquipélago das Ilhas De Long a figurar entre os mistérios cartográficos. A ilha é formada por rochas vulcânicas e gelo, e sua localização é desafiada por condições extremas.
A explicação sobre a flutuação cartográfica envolve marés, correntes e terremotos, que moldam a geografia em períodos variados. Expedições soviéticas no século XX confirmaram a ilha, mas a geografia imprevisível alimenta dúvidas sobre seu tamanho e existência ao longo do tempo.
Casos notáveis
Ilha Bermeja (Golfo do México)
Mapas indicavam a ilha desde o século XVI, a cerca de 100 km ao norte de Yucatán. Avistamentos cessaram, e estudos oficiais em 2009 falharam em localizá-la. Pode ter sido erro cartográfico ou erosão causada por correntes, segundo avaliações técnicas.
Zalzala Koh (Paquistão)
Emergência ocorreu em setembro de 2013, após tremor de magnitude 7,7 no Mar da Arábia, próximo a Gwadar. A ilha, de lama e rochas com gases, tinha cerca de 20 m de altura. Em 2016, imagens de satélite mostraram submersão.
Ilhas Ogasawara (Bonin, Japão)
Arquipélago vulcânico ao sul de Tóquio gera ilhas temporárias por atividade submarina. Nishinoshima cresceu com erupções em 2013 e permanece ativa. Algumas formações duram anos, outras somem em semanas.
Estudar essas ilhas ajuda a entender dinâmica geológica e impactos das mudanças climáticas. Também contribui para a previsão de riscos costeiros e para compreender como as ilhas mudam ao longo do tempo.
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