- A missão Apollo 17, em dezembro de 1972, levou o Lunar Roving Vehicle, um jipe elétrico de 38 milhões de dólares, ao vale Taurus-Littrow com os astronautas a bordo do módulo Challenger.
- O veículo ficou na superfície lunar após três dias de uso, porque trazê-lo de volta custaria mais do que deixá-lo lá e o módulo lunar tinha espaço limitado para rochas e amostras.
- Hoje, o Lunar Roving Vehicle permanece intacto na Lua, com a pintura possivelmente desbotada pela radiação, mas a estrutura de alumínio e as marcas dos pneus ainda existem.
- Na Terra, o veículo pesava 210 quilos, mas na Lua, com gravidade menor, equivalia a 35 quilos; cada roda tinha motor próprio de 0,25 cavalo e utilizava baterias de prata-zinco não recarregáveis, suficiente para cerca de 92 quilômetros de exploração.
- Entre os principais desafios enfrentados pelos astronautas estavam a gravidade reduzida que deixava o carro instável, a poeira lunar que cobria equipamentos e dificultava a visão, a limitação de distância sem GPS e o silêncio total do ambiente.
O veículo lunar de 38 milhões de dólares abandonado na superfície da Lua permanece ativo na memória da exploração espacial. Chamado Lunar Roving Vehicle, ele foi levado pela missão Apollo 17, a bordo do módulo Challenger, que pousou no vale Taurus-Littrow em dezembro de 1972. A tripulação utilizou o jipe para explorar crateras e vales por três dias, antes de deixá-lo na superfície lunar.
A decisão de deixar o veículo na Lua foi tomada pela NASA. Trasladar o Lunar Roving Vehicle de volta caberia em custos e uso de espaço de combustível precioso. O módulo lunar Challenger já hospedava apenas astronautas e amostras coletadas, não havendo espaço para o carro.
O estado atual do veículo, após mais de 50 anos, é de conservação surpreendente. A ausência de vento, chuva ou oxigênio na Lua evita corrosão, mantendo boa parte da estrutura de alumínio intacta. A pintura pode ter desbotado pela radiação solar, mas a carcaça permanece sólida.
O Lunar Roving Vehicle mede 3,1 metros de comprimento e pesava 210 kg na Terra. Na gravidade lunar, ele pesaria apenas 35 kg. Cada roda tinha motor próprio, alimentado por baterias de prata-zinco não recarregáveis que garantiam energia para até 92 quilômetros de exploração.
Desenvolvido pela Boeing em 17 meses, o veículo nasceu para ampliar o alcance das missões. O design permitia mobilidade com controle direto pelos astronautas, que enfrentaram desafios típicos da superfície: gravidade reduzida, poeira fina e falta de GPS, dependendo apenas da posição do Sol para orientação.
Dirigibilidade na Lua exigia equipamentos de segurança: cintos de velcro para evitar arremessamento em quedas, e soluções improvisadas para danos simples, como aconteceu durante a Apollo 17, quando um para-lama foi danificado pela poeira e reparado com fita adesiva.
Principais características incluem rodas com motores independentes e baterias que viabilizavam deslocamentos mais amplos, ampliando o raio de exploração além do que seria possível apenas a pé. O veículo emergiu como símbolo da engenharia envolvida na exploração roboticamente humana da Lua.
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