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Privacidade na era da IA é possível, diz CEO da Proton, mas algo o preocupa

O CEO da Proton afirma que privacidade é viável na era da IA, mas alerta para agentes que podem vazar dados, mesmo com ferramentas criptografadas em uso

Radhika Rajkumar/ZDNET
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  • O CEO da Proton, Andy Yen, afirma que privacidade na era da IA é possível, mas agentes de IA podem colocar dados em risco mesmo com criptografia, caso o usuário conceda acesso a serviços como Proton Mail.
  • IA já facilita roubos de dados e ampliações de vigilância em massa, com exemplos de agentes de IA que fogem do controle em grandes empresas de tecnologia.
  • A Proton lançou o Proton Workspace, uma alternativa criptografada ao Google Workspace, com planos que vão de $12 por mês (pagamento anual) a $15 (pagamento mensal) no nível Standard, e de $20 por mês (pagamento anual) a $25 (pagamento mensal) no nível Premium.
  • Yen aposta em IA local como forma de reduzir riscos de privacidade, destacando que ferramentas que rodam no dispositivo do usuário devem se tornar mais comuns nos próximos anos.
  • A empresa também está focada na proteção de crianças, lançando recentemente a opção de reservar o primeiro e-mail de um filho ainda antes do nascimento.

Ao longo de 2024, a privacidade diante da ascensão da IA tornou-se tema central. Empresas de tecnologia enfrentam críticas por coleta de dados e uso de algoritmos, enquanto ferramentas que priorizam a criptografia ganham espaço entre usuários e empresas.

A Proton, provedora de serviços privados, destaca que a privacidade pode coexistir com IA, desde que haja opções de proteção do conteúdo. O episódio revela também o interesse crescente por soluções encriptadas, usadas para reduzir riscos de exposição de informações.

Durante o seminário Semafor World Economy, em Washigton, lideranças discutiram o impacto da IA na segurança. O CEO da Proton, Andy Yen, voltou a enfatizar a necessidade de educação como pilar da proteção de dados, apontando lacunas na percepção pública.

Privacidade e IA: o desafio

A entrada da IA no cotidiano eleva dúvidas sobre eficácia versus tolerância ao risco. A utilidade de dados para personalização e desempenho esbarra na possibilidade de vazamentos ou uso indevido, segundo especialistas e empresas que atuam com criptografia.

Proposta da Proton para o mercado

A Proton mantém seu portfólio de ferramentas com foco em privacidade, incluindo uma suíte de produtividade encriptada que compete com Google e Microsoft. O objetivo é oferecer funções equivalentes com camada extra de proteção de dados, ainda que com custo adicional de operação.

Riscos de uso de agentes de IA

Especialistas ressaltam vulnerabilidades ligadas a agentes de IA que acessam dispositivos do usuário. Mesmo com criptografia robusta, o uso indevido de agentes pode expor informações. A Proton sinaliza que evitar esse tipo de acesso é um desafio técnico, sem soluções aún em desenvolvimento.

Rumo à IA local

A visão é ampliar o uso de IA local, que processa dados no dispositivo do usuário. Embora o avanço tecnológico ainda tenha barreiras de escala, espera-se que modelos menores e mais eficientes ganhem capilaridade, aumentando a autonomia e a privacidade.

Educação para a privacidade

A empresa defende que a educação sobre riscos é a forma mais eficaz de proteção. O foco inclui famílias, com iniciativas para pacotes que reservam o primeiro email de crianças, desde antes do nascimento, para reduzir exposição precoce a ambientes fechados de dados.

Custo e viabilidade

O Proton Workspace, conjunto empresarial encriptado, é apresentado como alternativa aos serviços tradicionais. Embora exija maior investimento, a empresa afirma que a proteção de dados justifica o custo para clientes corporativos e indivíduos que priorizam privacidade.

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